Tabaco continua sendo a maior receita dos produtores de Itaiópolis e região

Publicado por Gazeta de Itaiópolis - 16/02/2014 - 14h23

Itaiópolis, Canoinhas e Irineópolis lideram a lista dos maiores produtores de tabaco de Santa Catarina. Os municípios ocupam o 10º, 11º e 12º lugares, respectivamente, na classificação nacional de produção. O fumo, mesmo com os programas de diversificação da propriedade, continua sendo a maior receita dos produtores.

O preço mínimo do tabaco cobre o custo de produção e de mercado, garantindo a venda.

De acordo com o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), em uma área média de 16,1 hectares de propriedade, 16,5% é para plantação de tabaco.

Em percentual de plantio, o produto perde para milho (22%), pastagens (19,9%) e mata nativa (17%). No entanto, a renda obtida com o tabaco é mais lucrativa. Para o Sindicato, as demais culturas, mesmo com bons índices de produtividade, não têm o mesmo rendimento anual.

Segundo a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), na safra de 2012/2013, a receita bruta por família teve um incremento de 19,7%: passou de R$ 27.748,10 para R$ 33.233,90, em média.

Para o presidente da Afubra, Benício Albano Werner, muitas barreiras precisam ser vencidas na diversificação de áreas cultivadas com tabaco. “Há falta de conhecimento da realidade dos produtores de tabaco, o que dificulta a implementação de programas. Sem falar do mercado e da dispersão das atividadesâ€, comenta.

Werner explica que o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) tem disponibilizado recursos em forma de editais. Porém, há dificuldades na implantação da diversidade nas áreas porque a decisão de investir na propriedade é do produtor. “A família vê limitações no volume de recursos disponibilizados, assistência técnica, oferta de mão de obra e garantia de mercado e preço.â€

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) ficou vinculado ao comprometimento de 20% da receita dos produtores com outras atividades agrícolas. O presidente da Afubra acredita que o percentual não aumente, como já proposto pelo Banco Central. Werner afirma que, se isso acontecesse, os programas de diversificação do MDA, voltados aos produtores de tabaco, ficariam impossíveis de execução. “Ao mesmo tempo, esses produtores estariam excluídos de investimento nas propriedades em termos de diversificação e acesso à política pública de créditoâ€, aponta.

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