Uma das mães cuja filha foi seqüestrada pelo BokoHaran, na Ãfrica.
Boa parte do mundo se declarou “Je suis Charlieâ€! Resposta à ação de bárbaros, ignorantes do que seja tolerância. Os abatimentos (foi assim que alguns repórteres se referiram à s vÃtimas: “foram abatidas a tiros, conforme se identificavamâ€) ocorridos na redação do periódico e no mercado parisiense ofuscou o mundo como um clarão cegante. Dias depois uma gigante manifestação pelas ruas, numa caminhada de milhões de pessoas pela liberdade e pela defesa da livre expressão. Porém, neste meio tempo os bárbaros não ficaram imóveis, temerosos de alguma resposta bélica, ou embevecidos com o perfil “civilizado†do Ocidente. Os fundamentalistas se aproveitam justamente daquilo que mais abominam e tentam eliminar: o direito à liberdade de expressão, pois é em nome desse direito que toleramos todo tipo de religião, manifestações, pensamentos e templos. O terrorismo é, como todas as guerras, um meio covarde de se impor pela força. O que assusta é o caráter invisÃvel e sem escrúpulos. Ou talvez, por que os extremistas mostrem o que fazem, ao contrário de outros conflitos, sempre são “distantes†e, desculpem a expressão, “castosâ€.  O terror não, ele invade o horário nobre e nobres locais. Seja como for, podemos nos declarar“Charlies†ou qualquer outra alcunha. Porém, pelo que se observa da forma de matadouro que o terror assumiu, não somos absolutamente ninguém!
