A manifestação contou com representantes da classe de Mafra e de municípios vizinhos do planalto norte. Os educadores marcharam até a porta da SDR (Secretaria de Desenvolvimento Regional) onde manifestaram seu descontentamento salarial

“Professor na rua, Governo a culpa é sua,” era o que bradavam profissionais da rede estadual de SC, que estão em greve deflagrada desde a última quarta-feira 18 de maio e que se reuniram na tarde desta terça-feira, na Praça Lauro Muller, alto de Mafra, como forma de protesto, a fim de mostrar que a classe está unida e luta pela aprovação do novo piso salarial no estado.

No ato, estavam presentes cerca de 200 educadores, alunos, pais e professores aposentados de Mafra e de cidades como Monte Castelo, Papanduva e Itaiópolis. Primeiramente se reuniram na praça e logo após caminharam em direção a SDR de Mafra, carregando faixas, entoando gritos de protestos e expressando a indignação da classe perante o Governo do Estado.

Na chegada a SDR, os grevistas foram recebidos pelo secretário Wellington Bielecki, que mostrou solidariedade aos professores, e disse que este é um momento de transição no governo de Santa Catarina, mas que ele acredita que logo esta situação terá a atenção que merece por parte dos representantes do estado. Ressaltou ainda que esta não deva ser uma luta somente dos professores e sim de toda a sociedade em geral, já que todos passam pelas mão destes profissionais, afirmou.

Disse também, que pessoalmente levará o protesto ocorrido no município até o governador Raimundo Colombo, e que servirá como interlocutor da classe junto ao mesmo. Para o secretário, a categoria dos professores é a mais importante do país.

Wellington disse a reportagem da Gazeta que ficou muito contente, com a educação e protesto pacífico por parte dos professores, e que encara a greve como sendo legal, sendo muito aplaudido e ovacionado pelos grevistas e presentes no protesto.

Luiz Arten, diretor regional do Sinte (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina), pediu o apoio de Wellington junto ao Governo do Estado, na tentativa de conseguir o reajuste salarial proposto pela classe. “O professor é a alavanca deste país”, disse o diretor regional do sindicato em tom de protesto.

O sindicato afirmou que os educadores só retornam às salas de aula após o Estado confirmar o pagamento do piso. Disse que a adesão de professores está aumentando, e assegurou que esta é uma das maiores manifestações de profissionais da educação no Estado nos últimos 12 anos, e que, um ato parecido, acontecerá na cidade de São Bento do Sul com apoio dos grevistas mafrenses.