Em Santa Catarina ate o ano de 2011, foram notificados mais de 26 mil casos desta doença. O Brasil tem atualmente entre 490 mil e 530 mil soropositivos.
A AIDS não escolhe sexo, opção sexual, idade, raça, cor ou condição social. Por isso, aí vãoalguns alertas para toda a população:
– A relação sexual desprotegida (ou sem camisinha) é a principal causa da transmissão do vírus da AIDS.
– Caso você tenha algum sinal ou sintoma de doença sexualmente transmissível, procure a Unidade de Saúde mais próxima de sua casa.
– Evite abusar de drogas e bebidas alcoólicas, sob o efeito dessas substâncias, há o esquecimento do uso de preservativos;
– Não compartilhe agulhas e seringas;
– É muito importante que toda gestante procure a unidade de saúde o mais breve possível para a realização de exames de rotina e assim prevenir a transmissão de muitas doenças ao bebe, como a Sifilis, Hepatite e o próprio HIV. Estes exames são realizados gratuitamente pelo SUS.
– O número de pessoas da terceira idade com AIDS vêm aumentando a cada ano.
Se você teve contato com sangue através de seringas ou teve relação sexual sem estar protegido, procure a unidade de saúde mais próxima de sua casa e receba a orientação correta para o seu caso.
Com objetivo de quebrar os preconceitos e discriminação, sermos mais solidários aos portadores, e aumentar a prevenção, a Secretaria Municipal de Saúde em parceria à Prefeitura Municipal de Itaiopolis, está desenvolvendo no dia de hoje uma programação especial que esta acontecendo na Praça Brasil das 8h às 17h. Caso queiram participar desta luta, venham nos prestigiar!
“Combate ao Preconceito e ao Estigma”
Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a AIDS foi uma decisão da Assembleia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas – ONU. A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/AIDS. A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas. No Brasil, a data passou a ser adotada a partir de 1988.
O preconceito e a discriminação contra as pessoas vivendo com HIV/AIDS são as maiores barreiras no combate à epidemia, ao adequado apoio, à assistência e ao tratamento da AIDS e ao seu diagnóstico. Os estigmas são desencadeados por motivos que incluem a falta de conhecimento, mitos e medos. Ao discutir preconceito e discriminação, o Ministério da Saúde espera aliviar o impacto da AIDS no País. O principal objetivo é prevenir, reduzir e eliminar o preconceito e a discriminação associados à AIDS. O Brasil já encontrou um modelo de tratamento para a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, que hoje é considerado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) uma referência para o mundo. Agora nós, brasileiros, precisamos encontrar uma forma de quebrarmos os preconceitos contra a doença e seus portadores e sermos mais solidários do que somos por natureza. Acabar com o preconceito e aumentar a prevenção devem se tornar hábitos diários de nossas vidas.
O que é AIDS
Uma deficiência no sistema imunológico, associada com a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana HIV – (HumanImmunodeficiencyVirus), provocando aumento na susceptibilidade a infecções oportunistas e câncer.
Transmissão
– o vírus HIV pode ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal, leite materno;
– relações sexuais homo ou heterossexuais, com penetração vaginal, oral ou anal, sem proteção da camisinha, transmitem a AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis e alguns tipos de hepatite;
– compartilhamento de seringas entre usuários de drogas injetáveis;
– transfusão de sangue contaminado;
– instrumentos que cortam ou furam, não esterilizados;
– da mãe infectada para o filho, durante a gravidez, o parto e a amamentação.
Tratamento
Atualmente a terapia com os chamados “antirretrovirais” proporciona melhoria da qualidade de vida, redução da ocorrência de infecções oportunistas, redução da mortalidade e aumento da sobrevida dos pacientes. (Os antirretrovirais são medicamentos que suprimem agressivamente a replicação do vírus HIV).
Fique sabendo
A AIDS não é transmitida pelo beijo, abraço, toque, compartilhando talheres, utilizando o mesmo banheiro, pela tosse ou espirro, praticando esportes, na piscina, praia e, antes de tudo, não se pega AIDS dando a mão ao próximo, seja ele ou não soropositivo.
Em Santa Catarina até novembro de 2011 observou-se que a razão entre homem/mulher diminuiu de 4,8 homens para cada 01 mulher (1987) para atualmente quase 1 caso em homem para cada 01 mulher (2011). Uma das hipóteses para o aumento dos casos em mulheres pode estar relacionada à heterossexualização da epidemia.
Em pesquisa baseada nas notificações de casos de AIDS (não se notifica soropositivos) Santa Catarina apresenta de 1984-2011 na faixa etária de 0 a 60 ou mais anos é de 26.565 casos. Sendo 920 no período perinatal. A categoria perinatal responde por 97,9% do total dos casos. A transmissão vertical é passagem do vírus da mãe para o bebê, e ocorre em três momentos: durante a gestação (35%), parto (65%) e amamentação (7 a 22% de incremento).
As populações de baixa renda que geralmente são acometidas por doenças endêmicas e patologias decorrentes da fome e ausência de saneamento estão cada vez mais infectadas pelo HIV.
A escolaridade é um indicador indireto utilizado para descrever a pauperização da epidemia. Dos casos diagnosticados no período de 1984 a 2011, 72,2% apresentam nível de escolaridade até o Ensino Fundamental (3° série do 2° Grau) (Ginásio) e 7,0% escolaridade superior.
