De acordo com o engenheiro Izaldo Kondlatsch, do escritório Regional do DNIT em Mafra há solicitação de cessão/doação do prédio da antiga Escola Profissional, por parte da Prefeitura Municipal, que hoje ocupa a parte térrea da edificação para o funcionamento da Secretaria Municipal de Educação, bem como por parte da Câmara de Vereadores, que faz uso do pavimento superior.

O engenheiro do Departamento afirma que tudo está sendo providenciado para cessão do prédio com extensão até a área onde funcionava o Peri Ferroviário, para a Prefeitura de Mafra. “Se os dois Poderes quiserem fazer uso do prédio, por exemplo, deverão entrar em acordo.

Em matéria publicada aqui na Gazeta de Riomafra ainda no ano passado, o engenheiro Jefferson Bittencourt compartilhava da mesma opinião, ceder o prédio para o Município. Para ele, assim o patrimônio fica na própria cidade, ao contrário de se leiloar o imóvel e os recursos serem enviados para o Governo Federal.

O impasse está, ainda, em a Prefeitura concordar na continuidade de uso de parte do prédio para o Legislativo Mafrense.

Ouvido por nossa reportagem, o presidente da Câmara, vereador Vicente de Paulo Bezerra Saliba, disse já ser sabedor da cessão do imóvel para o Executivo. “Falta apenas a apresentação da planta baixa do prédio para que o prédio seja cedido”, afirma o edil, destacando que a mesma será confeccionada através da Amplanorte.

O Legislativo Mafrense já possui um pré-projeto para construção de sua sede própria, mas em tomadas de preços realizadas, observou-se que um terreno adequado, por si só, custaria cerca de R$ 500 mil, mais o investimento em edificação, o que oneraria em muito o Legislativo, que devolveria menos recursos ao Governo Municipal.

Usando-se deste artifício, o presidente Vicente Saliba vai propor que a Prefeitura, assim que receber o prédio por cessão, permita que a Câmara de Vereadores fique ali implantada, mas na área térrea, com a Secretaria de Educação ocupando todo o pavimento superior, destacando, ainda, que com a cessão por parte do DNIT, há possibilidade de serem realizadas reformas no prédio, o que hoje não é permitido. “É uma questão de coerência a Prefeitura nos ceder o espaço, porque assim os dois Poderes – Executivo e Legislativo, podem se ajudar mutuamente”, finalizou.