Uma denúncia chegou até nossa reportagem na tarde da última quarta-feira, de que a Prefeitura de Rio Negro estaria tentando desapropriar uma área no interior do município, que fica a aproximadamente 6,5 Km do Trevo da Souza Cruz, localidade de Sítio dos Hirt, de cerca de 40 alqueires para instalação de uma espécie de parque industrial.
Até então nenhuma irregularidade, quando após relato de moradores desta localidade, de que o secretário de Fazenda, Indústria e Comércio teria ido pessoalmente ao local para comunicar que a área seria desapropriada pela Prefeitura e aquelas famílias seriam indenizadas. Porém alguns destes moradores não têm interesse em vender as terras, já que são terras de plantio e garantem o sustento das famílias que ali residem.
Em outro momento, conforme depoimento do morador, este mesmo secretário teria retornado ao local, com autorização já preenchida com os nomes dos proprietários das terras, autorizando empresa particular de Curitiba a efetuar análise de solo e a entrar nestas áreas. Quem não assinasse tal autorização teria sido ameaçado de perder a área e não ter indenização.
Em um dos casos, mesmo sem autorização do morador, a empresa Geoklock Consultoria e Engenharia Ambiental entrou na área e com uma perfuratriz e teria feito vários buracos no local. Após isso um dos proprietários chamou a Polícia Militar e registrou Boletim de Ocorrência, em virtude da invasão de propriedade e ameaça.
Segundo informações obtidas por nossa reportagem, a Prefeitura de Rio Negro não teria emitido decreto que autorizasse essa desapropriação, não passou pela Câmara de Vereadores, bem como não teria orçamento para financiar as indenizações das famílias.
Em contato com moradores do local, fomos informados de que há um clima de tensão e preocupação entre eles, e ainda algumas dúvidas que não foram esclarecidas, tais como a inexistência de decreto autorizativo, a distância que a área fica da Rodovia, o que inviabilizaria a construção e logísticas das empresas, o tamanho da área, o porquê de perfurar o solo tão profundo, o que teria naquele solo, entre outras dúvidas que pairam entre aqueles moradores.
Desde a manhã desta sexta-feira, a reportagem da Gazeta tentou contato com o secretário de Finanças na Prefeitura e também pelo celular, porém não obtivemos sucesso.
A empresa Geoklock se achar necessário irá se pronunciar em tempo oportuno.

Estas foram as perfurações feitas no solo pela empresa Geoklock, segundo morador local, a profundidade é semelhante a de um poço artesiano.


A imagem via satélite mostra a área que a Prefeitura de Rio Negro pretende desapropriar.
