Werka afirma deixar a presidência da Câmara de Mafra com dever cumprido

Publicado por Gazeta de Riomafra - 26/12/2014 - 00h00

Diversas e importantes foram as ações de coragem e ousadia do vereador Herbert Werka (PR), ao assumir em janeiro de 2014 a presidência da casa Legislativa mafrense; primeiramente enfrentou o que ele próprio costuma chamar de um “sistema ultrapassado de gestão legislativa”, onde segundo Werka, prevaleciam os interesses particulares e os gastos públicos permitidos, eram descaradamente praticados. “Nadando contra as correntes do comodismo e das irregularidades”, Werka tomou ações efetivas, que pouco depois viriam a encher as páginas dos jornais, devido ás naturezas: inovadora e combativa de seus elogiados atos públicos na Câmara. Mesmo antes de assumir a presidência da casa legislativa, em maio de 2014, Werka anunciou que se fosse escolhido presidente, faria mudanças que considerou vital, dentre elas, ordenou a imediata suspensão de todas as gratificações dos servidores da casa de leis. Em relação aos cortes, Werka anunciou a diminuição de aproximadamente 50% no número de servidores que antes era de 22, entre comissionados e estagiários, com isso, consegue, consegue em apenas um mês cobrir o valor dos equipamentos que a APAE de Mafra precisa para as crianças voltarem a andar, (apenas com os cortes com servidores e gratificações), explica Werka, (referindo-se aos aproximados R$ 28 mil que a entidade solicitou na época para aquisição de equipa-mentos para tratamento de reabilitação neurológica de seus alunos).

Havia casos em que as gratificações concedidas a funcionários da Câmara eram maiores que os salários dos vereadores

Depois Werka pediu ao Tribunal de Contas uma análise das contas do legislativo mafrense, com o objetivo de garantir a legalidade e a transparência nas ações da Casa de Leis. Somente com a economia feita durante um ano, após a reestruturação no quadro funcional da casa legislativa e com os cortes das “gordas” gratificações, já será possível construir um pré-dio para a sede própria da Câmara, considerando-se que havia casos em que as gratificações eram maiores, que os próprios salários dos vereadores da casa, observa Werka. As ações de “enxugamento” do quadro funcional da Câmara de Vereadores e o corte nas exageradas gratificações salariais, marcam a passagem de Werka na Câmara de Mafra.

Trabalho, democracia, justiça e bom senso foram as diretrizes de Werka

REPASSES AO EXECUTIVO MUNICIPAL

O vereador Hebert Werka relembra que: “como a presidência da Câmara de Vereadores de Mafra em 2014, vivi momentos tumultuados, frente a adversidades e adversários políticos constantes, mas acreditei que sempre soube fazer prevalecer a democracia e o bom senso, prova maior disso, foi que como mais um ato de inteligência e justiça”. No decorrer do ano, o presidente Werka autorizou o legislativo mafrense fazer diversas antecipações na devolução de recursos para o Executivo. Uma delas, no valor de R$ 300 mil, foi realizada no dia 15/04; e outra, no valor de R$ 400 mil, em 04/09. Também foram devolvidos no decorrer do ano R$ 44.102,21, fruto de rendimentos nas aplicações financeiras da Casa. Outras duas devoluções de recursos oriundos das economias do legislativo foram feitas pela Câmara à Prefeitura Municipal, para que a mesma fizesse o repasse no mesmo valor para a APAE e para a Polícia Militar, conforme compromisso assumido entre os vereadores e o prefeito, já que legalmente a Câmara não pode repassar os recursos diretamente para qualquer entidade. Para a escola APAE, foram destinados R$ 28.395,00 para a aquisição de equipamentos de reabilitação neurológica dos alunos; e a Polícia Militar de Mafra recebeu R$ 17.920 para a aquisição de mascotes de pelúcia que foram entregues a todos os alunos formados pelo Proerd.

O ÚLTIMO E MAIS IMPORTANTE REPASSE DO ANO DE 2014

Pra fechar sua presidência com “chave de ouro”, Werka conduziu recente reunião entre os vereadores mafrenses e uma comissão de produtores rurais, definindo em consenso, pela última devolução nesta quarta-feira, (de recursos da Câmara ao executivo, na ordem de R$ 1.6 milhão, sendo R$ 1,1 milhão para o pagamento do 13º salário aos servidores públicos municipal), e de mais R$ 500 mil destinados à aquisição de 10 mil m³ de pedra e 50 mil litros de óleo diesel, os quais deverão ser utilizados de forma emergencial nas estradas do município, garantindo o escoamento da safra que se aproxima e melhorando a situação dos agricultores. Por todas essas ações efetivas, o vereador Hebert Werka, em entrevista, concluiu: “deixo a presidência da casa legislativa de Mafra com a consciência tranqüila pelos meus atos e a certeza de dever cumprido, pois busquei sempre melhor, para garantir a melhoria da qualidade de vida, da população mafrense.

CONSTRUÇÃO DA NOVA CÂMARA

Dentro do estado de Santa Catarina são poucos os municípios que ainda não tem sua sede própria, um deles é Mafra. O município tem 97 anos e ainda não possui uma Câmara com edificação própria em condições para receber o povo, principalmente em condições especiais.

“Neste final de mandato tivemos orgulho de dizer que demos o ponta-pé inicial, já temos o terreno, o projeto pronto e criamos em forma de Lei o fundo de Reserva onde a partir de 2.015 será possível abrir a licitação e em seguida execução da obra” – finalizou o vereador Hebert Gilso Werka.

Por Paulo Roberto Peyerl

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2 comentários publicados
  1. Pretinho Basico

    Como é que na Câmara sobra tanto dinheiro a ponto de ser devolvido para a prefeitura?
    De onde é arrecadado todo esse dinheiro?
    Porque na prefetura falta dinheiro, se é lá que são arrecadados todos os tributos?
    Há algo em desacordo.
    E viva nóis…

    • Mafrense

      Falta de estudo é uma tristeza

      Mania de brasileiro de opinar sobre o que não sabe nada.

      Uma mini-explicacao, bem sintética para todos entender:

      – a constituição federal determina que 5% da arrecadação do município seja repassada para a câmara de vereadores, sob pena de responsabilidade, isto é, se o prefeito não repassar ele vai preso.

      Sobre o conteúdo da matéria, o Werka apenas joga pra torcida visando o cargo de prefeito. Tanto é que já existem vários comissionados novamente e ele fica quietinho. O que fez foi reduzir o salario de servidores efetivos que trabalham de verdade 8 horas por dia e fazem as coisas funcionarem, enquanto vereadores passam no máximo 2 horas por semana lá dentro.

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