Nos próximos dias vence o prazo para que a sede do Peri seja desocupada, e a administração do espaço pode ser repassada para a Prefeitura. Outro imóvel que será doado para o município é o prédio onde se encontra a Câmara de Vereadores e a Secretaria Municipal da Educação.

O processo de cessão de uso não é tão simples e poderá ser moroso. Segundo o DNIT, primeiro é necessário que o prédio da sede do Peri seja desocupado. O atual ocupante já foi notificado e poderá realizar a desocupação nos próximos dias, caso o imóvel não seja desocupado será necessário a abertura de um processo de despejo, pois o imóvel é da União e não pode ser usado por particulares, segundo informou o DNIT local.

Após a desocupação será necessário o desmembramento das áreas, visto que o Peri, a oficina da ALL e o prédio da Câmara de Vereadores constam junto à Secretaria de Patrimônio da União, como é uma área só, divididas em operacionais e não operacionais. Toda a área era de propriedade da Rede Ferroviária Federal (RFFSA).

As áreas não operacionais compreendem ao espaço do Peri e ao espaço do prédio da Câmara de Vereadores, espaços estes que precisam ser desmembrados da área operacional que pertence a ALL.

Para que seja feito este desmembramento é necessário um levantando topográfico da área, que pode ser realizado pela Prefeitura. Antes deste estudo o desmembramento não pode ser feito e a cessão das áreas não poderão ser efetuadas.

A intenção do DNIT em ceder a área para a Prefeitura não é de hoje, assim como o interesse da Prefeitura em administrar os imóveis, falta apenas à desocupação da sede do Peri e o levantamento topográfico. A Prefeitura precisa também voltar a mostrar interesse em receber estas áreas que precisarão ser revitalizadas, como no caso do Peri que poderá ser transformado em uma área de lazer para os cidadãos mafrenses e até mesmo a abertura daquela rua que passa por trás do antigo mercado municipal, o que poderia desafogar o trânsito ali no local, já que a referida rua termina na cabeceira da ponte velha. A ideia é que se faça uma via direta entre a avenida Severiano Maia até a ponte velha, passando por trás do antigo SESI e da Agricol. Para isto também teria que haver desapropriação do imóvel situado na cabeceira da ponte metálica.