
A Associação Filantrópica Poetas Positivos fez uma participação na sessão da Câmara desta segunda-feira, dia 28. A ONG que presta assistência aos portadores de HIV na região foi constituÃda em 18 de setembro de 2009. Hoje no ambulatório são atendidos mais de 50 pacientes.
André Lúcio de Cassias, médico da famÃlia, especialista em HIV disse na Câmara que antigamente o maior problemas dos pacientes era a aceitação, já que a AIDS é uma doença muito estigmatizada, hoje os pacientes que frequentam a ONG já são mais estimulados. Segundo André o vÃrus hoje tem mais de 60 remédios para tratamento, salientou que não há falta de medicamentos, e tudo pelo SUS.
No depoimento do médico, ele contou que no inÃcio os pacientes se reuniam pra chorar, desabafar, mas que com o tempo foram percebendo que a vida não era só isso, que o HIV hoje não mata, há mais aceitação. André citou casos de pacientes que possuem o vÃrus e tem um casamento normal, o amor prevalece e as experiências fortalecem um ao outro.
“A questão pessoal hoje não é problema, não há cura, mas tivemos grandes avanços no tratamento, são no máximo dez comprimidos pra tomar, nada injetável, o tratamento aumentou a expectativa de vida desses pacientesâ€, disse o médico.
André contou que neste ano teve seis pacientes com gestação, e não tiveram problemas com seus filhos, em 99% dos casos o vÃrus não passa pro bebê, isso porque as mães se submetem ao tratamento correto.
Eliane Foerster, atual presidente da ONG disse que entrou na associação por causa de um acidente onde quase perdeu a perna e hoje afirma que não deixará o mandato enquanto não conseguir uma sede própria para a ONG.
A Associação Filantrópica Poetas Positivos sobrevive de rifas e bazares e atualmente faz seus encontros em uma sala cedida pelo Sine, segundo Eliane a partir de janeiro oferecerão oficinas para os membros, o que reforça a necessidade de uma sede.
Serviço
A ONG fará uma ação na Praça HercÃlio Luz nesta quinta-feira, dia 1, das 9h à s 16h30min. A atividade fará parte do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS. No local será possÃvel tirar dúvidas, esclarecer pontos importantes sobre a doença e até requisitar um exame de HIV.
