
Sandro Consul é esse entusiasta que busca conhecer seu entorno, vive para isso e por isso.
O fotógrafo da terra se volta agora ao mar. Segue em busca do fÃsico e do imaginário, da paisagem e do desejo, da vida em suas diferentes formas.Um fotógrafo que não estaciona no aparente, pesquisa a alma do ser, do objeto, do vestÃgio que descobre. E nos mostra que o aparente tem múltiplas faces.
Suas imagens buscam o hoje e o seu passado,as origens étnicas, perscruta a natureza, observa as inscrições rupestres e os vestÃgios do mar minuciosamente, com vigor e sensibilidade. Sua câmera, seu conhecimento, suas raÃzes o movem. Com determinação e poesia. O mar cobre vidas anteriores, vestÃgios de civilizações, traços de culturas e seres marinhos convivem no mesmo sepulcro oceânico.
O que as ondas nos devolvem? Seres do mar, do ar, da terra; criações do homem, restos da cultura material: tudo isso o mar nos devolve; objetos e seres que desejaram e foram desejados. Das sombrias profundezas do mar à luz da terra, essas pegadas do passado percorreram uma viagem que hoje revivem pela fotografia, morte e vida ilusória. Sandro Cônsul procura no mar os detalhes de seus achados.Sua fotografia procura nos testemunhos do mar a magia que nos faz pensar nos cantos e ritos que um dia cercaram essas criaturas do homem e da natureza, um comprometimento de vida.
O projeto Mar Adentro surgiu com o propósito de expor fotograficamente a particularidade dos instantes obtidos do extenso litoral Brasileiro; algumas viagens planejadas, outras simplesmente acontecidas como surpresas no caminho – idas e voltas, jornadas no mar, estadias em terra, conversas e mais conversas… O processo de edição fotográfica: selecionar algumas imagens que compôs o cenário litorâneo, uma tarefa nada fácil, mais havia tanto a ser dito, para além da linguagem Fotográfica.
A exposição fotográfica acolhida agora pelo “Café com Arte†exalta e sintetiza o teor épico que envolve a planÃcie do mar, deste Mar Adentro com uma vontade clara, de sensibilizar outros olhos. Mar Adentro é um desejo, um manifesto, um chamado, um tributo…E uma declaração: “ Se sei é porque andei com quem sabiaâ€, enredado nos braços do mar.
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