
O transporte coletivo está em debate desde o último dia 11 quando tivemos na Universidade do Contestado a audiência pública da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT para discussão do plano de outorga das linha intermunicipais (Faxinal/Bom Jesus), fato que desencadeou a formação do Consórcio Intermunicipal do Transporte Coletivo, conforme lei aprovada nas Câmaras de Vereadores dos dois municÃpios no final do ano passado.
Agora são os vereadores mafrenses que através de um requerimento aprovado na sessão do dia 18 trazem para a pauta o transporte coletivo do interior, eles querem saber da Prefeitura como está a qualidade e a segurança do serviço das três linhas que estão em operação hoje: linha da Augusta Vitória, linha do Butiá e a linha do Saltinho do Canivete.
Estas linhas que são operadas por três empresas diferentes, que praticam preços de tarifa que variam de R$ 2,00 a R$ 8,00. Os ônibus não possuem catraca para controle do número de passageiros transportados e aparentemente não possuem acessibilidade para os portadores de necessidades especiais como elevador para cadeirante. Os motoristas que geralmente moram na localidade onde é feita a linha recebem R$ 800,00 por mês em média de salário. Além que não se sabe ao certo a idade dos ônibus que fazem as linhas.
Com estas informações os vereadores solicitam a Prefeitura que informe quais são as empresas autorizadas a fazer as linhas do interior – com a cópia dos contratos referentes a tal serviço, os valores das tarifas aplicadas e os métodos utilizados para definição destes valores, qual a idade da frota de ônibus utilizada nestas linhas – com informações sobre a existência de idade dos ônibus – e se os referidos ônibus garantem a acessibilidade dos usuários, conforme exige a lei.
Esta discussão do transporte coletivo, seja ele urbano ou do interior, só beneficiará a população em geral que utiliza o serviço todos os dias para ir ao trabalho, estudar e até mesmo para seu lazer.
