PROTESTO: População de Riomafra também se manifestou contra governo Dilma e a corrupção

Publicado por Gazeta de Riomafra - 19/03/2015 - 11h13

Estima-se que mais de mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, saíram as ruas de Mafra no último domingo (15) para protestar contra o governo da presidente Dilma Roussef (PT) e principalmente, contra a corrupção.

Vestidos de verde amarelo e carregando faixas e cartazes os manifestantes saíram em caminhada da praça Lauro Muller – alto de Mafra, às 15:30h em direção à praça Hercílio Luz. Durante o trajeto gritos de “Fora Dilma”, “Vem pra rua, político ladrão, seu lugar é na prisão”, entre outros, foram ditos pedindo um basta a corrupção e a saída da presidente Dilma do poder. Segundo a Polícia Militar nenhum incidente foi registrado.

Na praça Hercílio Luz, coordenadores do Movimento Vem pra rua Riomafra, discursaram com críticas ao governo e contra a corrupção, “Queremos acabar com a corrupção, queremos a Petrobras livre da roubalheira, queremos um Brasil com ética, políticos que trabalhem pelo povo”, falou um dos coordenadores. Uma coordenadora do movimento citou o aumento da conta de luz, a suposta articulação e interferência do governo no julgamento do caso Lava Jato – citando que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que irá presidir o processo foi advogado do PT – e do corte dos direitos trabalhistas como aumento do tempo de serviço para solicitar o seguro desemprego, “Estamos aqui reunidos em Praça Pública para manifestar nossa indignação com um governo que fala aquilo que não prática”, disse.

Uma das líderes do protesto, convocou a todos a repetirem suas palavras, “Senhor governante nós não queremos guerra civil, não existe eles e nós, existe povo brasileiro, o povo irmão, o povo que trabalha, o povo que paga altos impostos. Não queremos o nosso dinheiro fora do país, queremos saúde, educação, infraestrutura e segurança. Chega de mentira, chega de enganar a gente humilde deste país, a nossa cor é verde amarelo, a nossa bandeira é a bandeira do Brasil e nosso hino é o Hino Nacional”, discursou com a coro dos manifestantes com um recado de independência aos políticos e governantes.

O protesto foi encerrado com o Hino Nacional, onde naquele momento, alguns caminhoneiros passaram pelo local fazendo um buzinaço em apoio ao manifesto.

Política local foi esquecida

Mesmo quando alguns manifestantes ensaiaram gritos de “Fora Eto!” durante a caminhada até a praça Hercílio Luz, a frase foi abafada. O movimento deu prioridade às críticas ao governo Dilma e a corrupção que ocorre nas esferas federais, deixando de lado os problemas locais, tanto estaduais quanto os municipais.

Os problemas que nossas cidades tem, como a instabilidade institucional que Mafra vive hoje com fortes brigas políticas, não foram citadas, como o “pacote de maldades” do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), que aumentou ICMS e o IPVA.

Pelo Brasil

Em todos os 26 estados, no Distrito Federal e em cidades do exterior aconteceram protestos contra a corrupção e o governo da presidente Dilma Rousseff. Ocorreram manifestações em pelo menos 160 cidades, que mobilizaram, ao todo, 2,3 milhões de pessoas, segundo a PM, e 2,9 milhões, segundo os organizadores.

Em Curitiba 80 mil pessoas saíram as ruas, segundo a PM; 100 mil, segundo a organização, o ponto alto do protesto na capital paranaense foi na Boca Maldita. Um grupo ainda se dirigiu ao Palácio Iguaçu para protestar contra o governo Beto Richa . Em Florianópolis, a PM e a organização estimaram o mesmo número de manifestantes, 30 mil, que caminharam pela Avenida Beira-Mar Norte e fizeram uma moção de apoio às investigações da Lava-Jato em frente às sedes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

Em Porto Alegre o evento começou por volta das 14h, no Parcão. Em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, milhares de pessoas fecharam a Avenida Atlântica com cartazes pedindo pela impeachment de Dilma, o fim da corrupção e a intervenção militar.

Em Brasília, o protesto ocorreu na Esplanada dos Ministérios. O ato contou com trios elétricos e carros de som. Em um dos veículos, uma faixa pede o impeachment e a volta dos militares ao poder.

Em Salvador, Bahia, o ato ocorreu no Farol da Barra. Em Fortaleza, Ceará, manifestantes se concentraram na Praça Portugal. E a concentração para o protesto em Belo Horizonte, Minas Gerais, foi na Praça da Liberdade.

A cidade de São Paulo teve o maior público: 1 milhão, segundo a polícia, e 210 mil, segundo o instituto Datafolha. Grande parte dos manifestantes pedia a saída ou o impeachment da presidente Dilma e protestava contra a corrupção. Algumas manifestações isoladas defendiam a intervenção militar no Brasil (o pedido de intervenção militar é uma atitude ilegal e frontalmente contrária à Constituição; em seu artigo 5º, a Constituição diz que “constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático”).

Governo fala

No início da noite de domingo, os ministros da Secretaria-Geral da República. Miguel Rosseto, e da Justiça, José Eduardo Cardozo, deram uma entrevista coletiva sobre os protestos e afirmaram que a presidente anunciará medidas de combate à corrupção durante esta semana. A presidenta Dilma se pronunciou na mesma linha dos seus comandados e reiterou o que ela já havia declarado em discursos anteriores.

Novas manifestações já estão programada para o próximo mês de abril, 12/04, onde os organizadores tentarão levar ainda mais brasileiros para rua.

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