Sessão da Câmara de Mafra foi agitada na noite desta segunda-feira

Publicado por Gazeta de Riomafra - 09/04/2015 - 12h10

Enquanto na semana passada o clima de Páscoa imperou no legislativo mafrense com sessões curtas e calmas, esta semana tudo voltou ao normal e os vereadores retomaram o tom de críticas ao executivo municipal com a cobrança de obras autorizada pelo Conselho Municipal de Saneamento Básico – Consab que não foram realizadas, da falta de servidores no Cemitério municipal, das entidades que já tiveram seus projetos de subvenção aprovados e não receberam nenhum valor da Prefeitura e o embate dos vereadores Abel Bicheski “Bello†(PR) e Dimas Humenhuck (PSC).

Obras não realizadas

O vereador Hebert Werka (PR), primeiro vereador a utilizar a palavra na noite de segunda-feira (06), comunicou que recebeu a resposta do Consab, referente ao requerimento solicitando informações ao conselho quanto aos serviços executas.

Werka constatou que na correspondência o Consab, liberou vinte e seis ruas para receberem obras de saneamento e destas nenhuma recebeu um metro de manilha, “No Centro de Serviços tem uma quantidade enorme de manilhas. O Consab tem dinheiro em caixa, compra material e a Prefeitura não faz as obrasâ€, falou. O vereador ainda disse que os serviços são aprovados pelo conselho, que o material é comprado e as obras não são executadas. “O conselho tem se esforçado e aprovado muitos projetos, mas quando chega na garagem [Centro de Serviço] param. A gente sabe que o Consab tem máquinas especificas para fazer as redes pluviaisâ€, comentou. Hebert ainda disse que a população das ruas onde os serviços foram autorizados devem perguntar ao prefeito os motivos para as obras não terem sido feitas.

Cemitério

A falta de servidores no final de semana no Cemitério municipal foi levantando pela vereadora Márcia Nassif (PSD) que esteve no local no domingo de Páscoa e constatou pessoalmente o problema. Segundo a vereadora o secretário municipal de Obras, Carlos Augusto de Oliveira, quando esteve na Câmara, havia dito que o Cemitério estaria aberto, que haveria guardas na portaria. Inclusive naquela reunião o diretor do cemitério se fez presente. “Ontem quando levei minha mãe, tive que deixar o carro na rua lateral do Cemitério, uma decida, onde tivemos que entrar por um portão pequeno com escadaâ€, falou.

Márcia destacou que a guarita estava fechada com um telefone de plantão exposto, achando um absurdo em um dia de domingo e feriado santo, onde muitas pessoas aproveitam para visitar seus entes queridos o cemitério estar fechado, “Pelo menos até às 17h teria que ter alguém ali [portaria] para abrir o portãoâ€, exclamou informando que não pode entrar pelo portão principal assim como outras pessoas que estiveram no Cemitério neste domingo de Páscoa.

Bello x Dimas

Uma discussão que começou na semana passada entre os vereadores Bello e Dimas, quando o vereador dos PSC questionou a real necessidade do time do Operário receber dinheiro público através de subvenção, continuo na sessão desta segunda-feira.

O vereador Abel Bicheski cintou um artigo de jornal que elogiava a posição do vereador social cristão quanto a necessidade da subvenção aprovada pelos vereadores, solicitando Dimas a votar contra a três projetos de subvenção que seriam votados naquela noite, “Eu gostaria de convocar o senhor, vereador Dimas, que vote contra os projetos hoje. O senhor falou na sessão passada que era uma vergonha que nós vereadores dar tanta subvençãoâ€, disse. Bello explicou ainda que os projetos de subvenção financeira são enviados para Câmara pelo Executivo e que os vereadoesr apenas aprovam, lembrando que o vereador Dimas participava de uma entidade que recebeu dinheiro público no ano passado, “Gostaria de saber se o senhor, se aquela instituição prestou conta a esta Casaâ€, questionou. O vereador do PR aconselhou ainda o vereador Dimas que antes de fazer algum comentário sobre os trabalhos internos da Câmara procure os demais vereadores que participam das comissões para saber o que realmente está acontecendo.

Dimas não se calou e respondeu ao vereador Abel que as críticas não foram aos vereadores, mas sim para o futebol, que estava havendo uma distorção de fatos, “Jamais fiz críticas ao trabalho dos vereadores, fiz a [subvenção dada] ao futebol de Mafra, não só ao Operário como ao Luizinho [Mafra Futsal]. Acho que está tendo uma distorção dos fatos aíâ€, apontou.

O suplente de vereador do PSC ainda explicou que o Grupo de Dança Vesná, do qual fazia parte, realizou a prestação de contas no final de novembro do ano passado junto a Prefeitura Municipal. Destacou também que os vereadores tem que priorizar a subvenção para entidades de cunho social, não retirando nenhuma palavra que fez na sessão passada, elucidando que fez apenas uma queixa do futebol e não do serviço dos vereadores, indicando o retorno da Fundação Municipal de Esportes, “Não pode haver distorção de interpretação de fatos (…), não sou contra o futebol, só como foi [aprovada] a subvenção, sendo que existe outras prioridadesâ€, ressaltou.

Colocando panos quentes na discussão o vereador Bello disse que talvez o vereador Dimas tenha se expressado mal na última sessão, “Talvez o senhor se expressou mal na sessão que o senhor comentou sobre a subvenção (…) pelo que refletiu em nosso município os seu comentário, foi por isso que dirijo essas palavras a vossa excelênciaâ€, falou lembrando que no primeiro ano da atual legislatura também não queria a liberação de verba para o Luizinho Futsal, agora Mafra Futsal.

Sem pagamento

Talvez o assunto mais quente com relação as subvenções, ficou por conta do  vereador presidente Edenilson Schelbauer (PSDB), dizendo que recebeu informações que algumas entidades ainda não haviam recebido o pagamento das parcelas de subvenções já aprovadas pela Câmara.

Segundo o vereador tucano, todas as entidades que tiveram projetos aprovados para pagamento no dia 20 de março não receberam dinheiro algum do executivo municipal. “A informação que me chegou na noite de hoje é que estas entidades ainda não receberam uma parcela se querâ€, destacou lembrando que após os projetos serem aprovados eles viram leis que precisam ser cumpridas.

Edenilson também fez duras críticas com relação às certidões negativas que segundo ele, nestes dois últimos anos do atual governo municipal, pouco teve. Segundo ele, importantes projetos e convênios não resultam em recursos nos cofres públicos devido à falta das certidões junto ao estado e a união, “haja vista a ingerência e a omissão do prefeito municipal em gerir bem as contas públicas, despesas pessoais… para que as contas estejam no verde e não no vermelho†– disparou Schelbauer. Citando os recursos para APAE e do ginásio de esportes e tantos outros de milhões de reais, que não vieram até agora devido o prefeito municipal não ter acertado as contas relativas falta destas certidões.

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