VEM PRA RUA RIOMAFRA 2: População riomafrense se manifestará novamente neste domingo

Publicado por Gazeta de Riomafra - 09/04/2015 - 12h20

Domingo novamente será dia da população voltar as ruas para protestar contra corrupção e o governo federal. Em diversas cidades do Brasil a mobilização está sendo organizado com o nome “Vem pra rua Brasilâ€, e segundo a página do movimento na rede social cerca de 359 cidades estão confirmando atos.

Aqui desta vez o movimento será em Rio Negro, diferente do dia 15 de março, quando foi em Mafra quando pouco mais de mil pessoas se concentraram na praça Lauro Muller e desceram em passeata até a praça Hercílio Luz. A concentração desta vez será no chamado trevo da Sanepar no alto da rua. Vicente Machado, a partir das 14 horas, onde após, os manifestantes seguirão em direção à praça João Pessoa.

Segundo a coordenação do movimento em Riomafra, a escolha para a manifestação ocorrer em Rio Negro é em retribuição aos rionegrenses que participaram no protesto do dia 15 de março que foi em solo mafrense e também para haver um revezamento entre as duas cidades irmãs. O movimento em Rio Negro seguirá as orientações do Vem pra rua Brasil (www.facebook.com/VemPraRuaBrasil.org) que convocou a manifestação para este domingo. Os objetivos do movimento são a defesa do estado democrático de direito, luta contra a corrupção, falta de ética na política e má gestão dos recursos públicos. Além disso, o movimento busca o despertar de consciência do povo brasileiro, em relação à sua força de expressão e cobrança junto aos nossos governantes.

Para os organizadores do movimento em Rio Negro e Mafra, a população não pode mais ficar calada com as notícias de corrupção que tomam conta do país, “Não podemos nos omitir diante do atual cenário de corrupção (que é o maior escândalo dessa natureza no mundo) e desmandos dos nossos governantes,  que só chegaram a esse ponto pela inércia da população que assistiu calada as suas evoluções no Brasil. O povo Brasileiro está acostumado a reclamar em rodas de amigos ou na convivência de seus lares, e isso causa somente um desgaste e a sensação de impotência diante da atual situação não gerando qualquer efeito prático, já que as pessoas conversam com seus pares que em geral têm a mesma opinião. É chegada a hora de canalizarmos toda essa energia de forma pública, para que os políticos atentem aos anseios da população. Diz o ditado popular: “a única coisa que os políticos respeitam é o povo na ruaâ€! Precisamos defender nosso país e exigirmos um futuro melhor para as próximas gerações†– entendem os líderes do movimento.

Nossa reportagem questionou o movimento quanto as questões locais como os três processos de impeachment contra o prefeito de Mafra, parados no judiciário e outro em curso na Câmara de Vereadores de Mafra, o polêmico projeto que tramita na Câmara de Rio Negro que tenta reduzir o número de médicos nos postos de saúde e as denúncias graves de corrupção no governo Beto Richa, se elas poderão ser lembradas no dia? A resposta foi sim, pois o movimento é democrático, “O foco principal do nosso movimento, neste momento, são as denúncias e desmandos do Governo Federal, contudo, como se trata de um movimento democrático, de rua, portanto, livre, o direito de expressão da população local deve ser respeitado por todos. Deste modo, primeiramente estamos criando um corpo nacional, que cada vez mais ganha expressão, para após podermos focar nos problemas locais.â€, disseram. Porém, orientam que os manifestantes, de preferência vistam as cores do Brasil (verde e amarelo) e que evitem usar roupas pretas ou vermelhas, que levem sim, seus cartazes, apitos e faixas. Pede ainda em nome da organização que os manifestantes levem água e informa que assim, como ocorreu em Mafra, o movimento conta com a autorização da Prefeitura Municipal de Rio Negro para o fechamento de ruas e terá a escolta da Polícia Militar visando à proteção de todos os manifestantes.

A organização central do movimento Vem Pra Rua Riomafra é composta por cinco pessoas, mas conta com a participação de líderes de vários segmentos da sociedade, como representantes religiosos, associações, clubes de serviços, centro acadêmico, centros comunitários, sindicatos, além da população em geral. O movimento também possuí uma página no Facebook – www.facebook.com/vempraruariomafra.

Neste domingo os organizadores esperam superar as expectativas e o número de participantes do dia 15 de março, “O movimento [do dia 15] superou nossas expectativas, as pessoas atenderam ao nosso chamado e vieram pra rua juntamente com seus familiares, de forma ordeira e pacífica exigir um país melhor. A expectativa é que possamos dar continuidade ao nosso protesto da mesma forma que foi o primeiro com liberdade de expressão, com segurança, sem tumultos e acima de tudo com a força do povo brasileiro. Acreditamos que muitas pessoas virão para a rua no dia 12/04, o povo brasileiro não aguenta mais ver e ouvir pelos meios de imprensa o mar de lama em que estão transformando nosso país e sairá às ruas para protestarâ€, concluíram.

Pelo jeito protestos contra o congresso nacional novamente ficará de fora pelos organizadores do movimento. Porém, sabe-se que o “mar de lama†que aí está, não é culpa exclusiva governo federal mais sim, com grande parceira e conivência do Senado e da Câmara Federal. A grande pergunta que fica no momento: Protestar apenas contra o governo federal é suficiente? E o Congresso? Quantos deputados e senadores também estão envolvidos nos escândalos de corrupção? Qual é o custo benefício para população manter tantos corruptos no congresso? Quanto eles custam para o povo brasileiro? Porque o movimento não protesta também referente uma série de projetos que estão emperrados no Congresso, como a aprovação da “pauta trabalhista� Aprovação da Reforma Política e da Reforma Tributária, por exemplo?

Veja fotos da manifestação do dia 15 de março:

CNI-Ibope: três em cada quatro brasileiros não confiam em Dilma

Segundo reportagem do jornal o Estadão, a presidente Dilma Rousseff atingiu em março o pior nível de popularidade desde o início do seu governo, em 2011, segundo pesquisa realizada pelo Ibope a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A confiança na presidente caiu para 24%. Outros 74% dos entrevistados disseram que não confiam em Dilma e 3% não quiseram ou não souberam responder.

Segundo a pesquisa, o governo Dilma é avaliado como ótimo ou bom por 12% dos brasileiros. É o pior desempenho de um presidente em início de mandato desde o primeiro ano do segundo governo de Fernando Henrique Cardoso, em 1999.

Os que consideram o governo regular atingiram 23% e os que o avaliam como ruim ou péssimo são 64%. Em dezembro, a primeira pesquisa CNI/Ibope após a reeleição de Dilma, a avaliação do governo como ótimo ou bom era de 40%. No fim do ano, 32% apontavam o governo como regular e 27%, como ruim e péssimo. Já aprovação ao governo atingiu 19% em março, contra 52% em dezembro. A desaprovação ao governo subiu para 78% no mês passado, ante 41% registrado em dezembro.

O Ibope ouviu 2.002 pessoas em 142 cidades entre 21 e 25 de março, com margem de erro de dois pontos porcentuais e nível de confiança no resultado de 95%. Na última pesquisa, realizada em dezembro, a presidente Dilma tinha a confiança de 51% dos brasileiros. Não confiavam na presidente 44% dos entrevistados, naquele levantamento CNI/Ibope. O pico de popularidade de Dilma ocorreu em março de 2013, quando atingiu 75% de confiança. Logo em seguida, em julho daquele ano, após as manifestações de junho, a confiança na presidente caiu para 45%.

CNI-Ibope: apenas 12% aprovam Dilma

Apenas 12% consideram o governo Dilma Rousseff “ótimo ou bom”, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada na última semana. De acordo com o instituto, 23% consideram o governo “regular” e 64% “ruim ou péssimo”. Na pesquisa de dezembro, 40% consideravam o governo “ótimo ou bom”, o que representa uma queda de 28 pontos. Também na pesquisa anterior, 32% consideravam o governo “regular” e 27% de “ruim ou péssimo”. O levantamento foi realizado entre os dias 21 e 25 deste de março, com 2.002 pessoas em 142 municípios.

Quanto custa um parlamentar: deputado e senador a nós brasileiros

Cada senador custa mais de R$ 33 milhões por ano aos cofres públicos. Já um deputado custa cerca de R$ 2,7 bilhões a cada um de nós brasileiros?

Levantamento da ONG Transparência Brasil sobre os orçamentos da União, dos estados e municípios revela que o Senado é a casa legislativa que tem o orçamento mais confortável por legislador: seus R$ 2,7 bilhões anuais correspondem a R$ 33,4 milhões para cada um dos 81 senadores.

Na Câmara dos Deputados, a razão é de R$ 6,6 milhões para cada um dos 513 deputados federais, segundo a ONG. Dentre as assembleias legislativas, o maior orçamento por legislador é o da Câmara Legislativa do Distrito Federal: equivale a R$ 9,8 milhões para cada um dos 24 deputados distritais. O DF não tem Câmara de Vereadores.

O mais exíguo é o de Tocantins: pouco mais de R$ 2 milhões para cada um dos 24 deputados.

Nas câmaras municipais, a mais rica é a do Rio: seu orçamento equivale a R$ 5,9 milhões para cada um dos 50 vereadores. No outro extremo, em Rio Branco (AC), a provisão para 2007 equivale a R$ 715,3 mil para cada um dos 14 vereadores.

CUSTO POR HABITANTE

A Câmara dos Deputados custa R$ 18,14 por ano para cada brasileiro, enquanto o Senado sai por R$ 14,48. Entre os estados, a assembléia legislativa mais cara por habitante é a de Roraima (R$ 145,19), e a mais barata, a de São Paulo (R$ 10,63).

Entre as capitais de estados, a câmara de vereadores mais cara por habitante é a de Palmas (TO), que custa anualmente R$ 83,10 para cada morador da cidade. A mais barata é a de Belém (PA), com R$ 21,09 por ano.

A fatia do orçamento da União destinada ao Congresso Nacional (R$ 6,1 bilhões) chega perto de equivaler à soma do Orçamento destinado ao legislativo em todos os estados e capitais do país (R$ 6,4 bilhões).

O montante orçamentário por parlamentar do Congresso (deputados federais e senadores) é mais do que o dobro do que custam os deputados estaduais, que por sua vez custam acima do dobro dos vereadores das capitais.

O estudo revela que as três esferas do legislativo custam em média R$ 117,42 por habitante nas capitais brasileiras e que o trabalho legislativo é mais caro para habitantes de capitais menos habitadas – geralmente, as mais pobres.

Enquanto em Boa Vista (RR) cada habitante paga R$ 224,82 anuais pelos serviços associados ao trabalho de seus representantes eleitos nas três esferas, em São Paulo o custo é de R$ 68,51 por habitante.

Em Boa Vista, o gasto total com o legislativo (federal, estadual e municipal) representa 4,7% do PIB per capita. No outro extremo, em Vitória (ES), o gasto total de cada habitante com o legislativo representa 0,4%.

Em cinco estados – Alagoas, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins – e doze capitais os dados orçamentários não estavam disponíveis na internet. Em três casos, nem o orçamento estadual e nem o da capital estavam na internet: Rio, Tocantins e Sergipe.

QUANTO CUSTA UM SENADOR E UM DEPUTADO

Veja quanto os senadores e deputados podem gastar e quanto recebem:

SENADORES

Subsídio mensal: R$ 16.512,09. Além dos 12 salários por ano e do 13º, cada senador recebe o mesmo valor no início e no final de cada sessão legislativa, ou seja, 14º e 15º salários.

Funcionários: Ao contrário da Câmara, onde existe a verba de gabinete (R$ 60 mil a partir deste mês) para o deputado contratar seus assessores, é o Senado que contrata diretamente o pessoal do gabinete dos senadores. Cada gabinete tem direito à contratação de 11 profissionais, sendo seis assessores parlamentares e cinco secretários parlamentares.
Um assessor parlamentar ganha R$ 8 mil brutos e um secretário, 85% desse valor. Com isso, o total de gastos com funcionários pode chegar a R$ 54 mil. Os cargos podem ser desmembrados, desde que não seja ultrapassado o valor originalmente designado para os 11 funcionários.

Verba indenizatória: R$ 15 mil. Recursos para uso em gastos nos estados, com aluguel, gasolina, alimentação. O parlamentar tem que apresentar nota fiscal com os gastos e, se não usar toda a verba num determinado mês, acumula para o seguinte. Passado um semestre, ele não tem mais direito de usar o acumulado.

Auxílio-moradia: R$ 3.800. Têm direito os senadores que não moram em apartamentos funcionais. O parlamentar tem que comprovar o gasto, apresentando notas de hotéis ou de imóveis que tenha alugado em Brasília.

Cota postal: A cota postal varia segundo o número de eleitores do estado. O senador do estado menos populoso (AP), em termos de número de eleitores, tem direito a uma cota de R$ 4 mil/mês. Um senador do estado mais populoso (SP) tem direito a usar até R$ 60 mil/mês. O pagamento da postagem é feito diretamente pelo Senado aos Correios, mediante comprovação da postagem, não havendo repasse de recursos.

Cota telefônica: Cada senador tem direito a R$ 500 mensais.

Passagens aéreas: Verba variável, dependendo do estado pelo qual o senador foi eleito. O valor mínimo é de R$ 4,3 mil (para os eleitos pelo Distrito Federal) e máximo de R$ 16 mil, para os do Acre.

Combustível: Todo senador tem direito a 25 litros de combustível por dia.

Gráfica: Cada senador tem direito a uma cota de serviços gráficos, na Gráfica do Senado, para material estritamente relativo à atividade parlamentar, de R$ 8.500 por ano.

Jornais e revistas: Nos dias úteis, cada senador recebe cinco publicações, entre jornais e revistas.

DEPUTADOS

Subsídio mensal: R$ 16.500. Além dos 12 salários por ano e do 13º, cada deputado recebe o mesmo valor no início e no final de cada sessão legislativa, ou seja, 14º e 15º salários.

Verba de gabinete: R$ 60 mil, a partir de abril de 2008. Verba destinada ao pagamento dos funcionários de gabinete. Cada deputado tem direito a empregar de 5 a 25 pessoas em seu gabinete, mas com salários que não ultrapassem o somatório da verba e que não sejam inferiores ao mínimo.

Verba indenizatória: R$ 15 mil. Recursos para uso em gastos nos estados, com aluguel, gasolina, alimentação. O parlamentar tem que apresentar nota fiscal com os gastos e, se não usar toda a verba num determinado mês, acumula para o seguinte.

Auxílio-moradia: R$ 3 mil. Têm direito os deputados que não moram em apartamentos funcionais. O parlamentar tem que comprovar o gasto, apresentando notas de hotéis ou de imóveis que tenha alugado em Brasília.

Cota postal e telefônica: R$ 4.2687,55 para deputados, e R$ 5.513,09 para líderes e vice-líderes da Câmara, presidentes e vice-presidentes de comissões permanentes da Casa. A cota é mensal, mas, se não utilizada naquele mês, acumula para o seguinte.

Passagens aéreas: Verba variável, dependendo do estado pelo qual o deputado foi eleito. O valor mínimo é de R$ 4,3 mil (para os deputados eleitos pelo Distrito Federal) e máximo de R$ 16 mil, para os do Acre.

Gráfica: Cota de R$ 6 mil.

Jornais e revistas: Nos dias úteis, cada deputado recebe cinco publicações, entre jornais e revistas.

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