Servidores do poder judiciário em Mafra aderiram à greve estadual, iniciada nesta quinta-feira (09). Os funcionários ficaram reunidos do lado de fora do fórum com faixas e cartazes pedindo um novo plano de cargos e carreiras assim como também colocaram cartazes em todos os setores da unidade.
Apesar da paralisação os serviços essenciais que tratam de saúde, vida e liberdade estão sendo mantidos, e serviços como a emissão de liminares com prazo já estabelecido e audiências onde as partes já foram intimadas. As demais atividades estão interrompidas. Os demais processos ficarão parados.
Aderiram à greve os funcionários dos serviços gerais, oficiais de justiça, comissários da infância e juventude, assistentes sociais, psicólogos e técnicos judiciários, que há cinco anos sem reajuste salarial. Eles pretendem, com a paralisação, fazer com que seja aprovado o novo plano de salários e carreiras.
Sobre as negociações com a categoria, o Tribunal reforçou, via assessoria, que a deflagração da greve suspende as tratativas e também a tramitação do novo plano de cargos e carreiras do Judiciário.
O andamento do novo plano foi justamente o principal ponto de impasse para a paralisação. O sindicato dos trabalhadores queria que a proposta fosse encaminhada à Assembleia Legislativa em no máximo 30 dias, mas o TJ manteve a posição de enviar o texto à presidência do Tribunal até 29 de maio, para só então ir à Alesc.


