O secretário de Estado da Saúde, Dalmo Claro de Oliveira, participou da reunião da Comissão de Saúde na manhã da última quarta-feira (17), na Assembleia Legislativa, para falar sobre os critérios para o programa de mutirão de cirurgias eletivas implantado pelo Governo do Estado.
Segundo o secretário, o Projeto Estadual de Cirurgias Eletivas, que ainda está passando por adaptações, teve inicio neste último final de semana, em Joinville. “Estamos fazendo o mapeamento dos hospitais que tem capacidade instalada, mas o projeto prevê atender todas as regiões do Estadoâ€, explicou Dalmo Claro.
Para ele, não houve erro de comunicação ao anunciar o mutirão. “Lançamos o mutirão para as pessoas terem conhecimento. Mas a iniciativa envolve etapas e organização de prestadores e filas. Dei um prazo para realizar as 22,6 mil cirurgias até o final do ano que vem e pretendo concluÃ-las antes desta dataâ€, observou.
O atendimento obedecerá à ordem de inscrição feita nos municÃpios, com as cirurgias sendo realizadas, preferencialmente, nas sedes regionais. Até o momento, 157 municÃpios já mandaram a lista de espera. Terão prioridade as pessoas já cadastradas no sistema e que há mais de dois anos aguardam por uma operação.
Só após os municÃpios enviarem suas listas de espera é que a Secretaria de Saúde terá uma dimensão exata do número de pacientes, o que ainda é desconhecido. “Vamos informatizar todos os municÃpios para ter a dimensão do número de cirurgias e marcação de consultas. Para isso, vamos distribuir mais de 700 computadores para as secretarias regionais fazerem um diagnóstico da situação da sua regiãoâ€, complementou o secretário de Estado da Saúde, Dalmo Claro de Oliveira.
Para estimular uma maior adesão dos prestadores de serviço ao mutirão de cirurgias eletivas o estado criou o Prêmio de Desempenho dos Parceiros do SUS que é repassado às instituições hospitalares que aderirem ao projeto.
O prêmio é de R$ 10 mil para cada 50 cirurgias realizadas (exceto os casos de catarata).
Dalmo reconheceu que os valores pagos a atendimentos de média complexidade não são os ideais, mas espera a adesão da categoria. “O programa tem um caráter mais social e humanitário do que mercantil e acredito que haverá apoio de todas as partes envolvidasâ€, disse.
O secretário afirmou ainda que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sinalizou com o aumento da cota de procedimentos cirúrgicos patrocinados pelo governo federal, que em 2010 somou seis mil, número 50% inferior aos de 2009.
