
O secretário de Estado Regional de Mafra, Wellington Bielecki esteve em Florianópolis, na última sexta-feira, quando na companhia do presidente do Sindicato da Indústria do Trigo no Estado de Santa Catarina (Sinditrigo/SC), Egon Werner, obteve do secretário de Estado da Agricultura e Pesca, João Rodrigues a revogação da Portaria SAR nº 59 de 21 de setembro de 2011, que suspendia, temporariamente, o ingresso no Estado de Santa Catarina de animais suscetíveis à febre aftosa, seus produtos e subprodutos originários do Paraguai, até que constatado o fim das razões epidemiológicas do foco de febre aftosa naquele país.
Segundo relatório do presidente do Sinditrigo/SC, Egon Werner, a emissão da portaria, bloqueou imediatamente a entrada de trigo no Estado, o que ocasionou um problema para os moinhos catarinenses. Conforme seu esclarecimento, o setor moageiro passa pelo “auge” da entressafra para o trigo nacional e por esta situação o abastecimento de trigo está voltado para o mercado externo, com um volume significativo originário do Paraguai.
O Sinditrigo de Santa Catarina encaminhou no dia 23 de setembro um ofício ao secretário de Estado Regional, Wellington Bielecki, com intenção de encontrar uma alternativa para que a Portaria SAR nº 59, não resultasse em prejuízos para o setor já que contratos e programações de entrega do trigo estavam confirmados. Foi então marcada uma reunião na Secretaria de Estado da Agricultura e pesca para relatar o caso. “O secretário ficou muito sensibilizado com a questão, já que não tinha conhecimento da dimensão do problema que a portaria poderia ter ocasionado ao setor moageiro de Santa Catarina, e ordenou a imediata revogação”, destacou Wellington.
Segundo João Rodrigues a Portaria iria seguir mais sete dias com probabilidade de prorrogação, já que os outros setores concordaram e tinham alternativas de abastecimento no período.
No entanto, considerando a situação apresentada, a baixa taxa de propagação da aftosa naquela região fornecedora de trigo e a desinfecção realizada pelas barreiras sanitárias da CIDASC, o secretário de Agricultura e Pesca, decidiu pela revogação.
