Método de ensino através de contação de histórias conquista alunos em Mafra

Publicado por Gazeta de Riomafra - 17/11/2015 - 14h24

Há dois anos a professora Morjana Pereira Alves traz o mundo do faz de conta para o alunos do berçário e Jardim 2 do Centro Educacional Municipal Beija-Flor através da contação de histórias. A docente usa todos os eixos da educação infantil para estimular a leitura desde a infância, trabalhando a imaginação, as emoções, coordenação motora, socialização e até mesmo os medos. “A contação de histórias é mágica. Até os alunos que tem problemas de comportamento param para ouvir”, conta Morjana, encantada.

A professora monta uma peça da literatura infantil por semana, sendo que as fantasias, fantoches, máscaras e cenários para contar as histórias são confeccionados com material reciclável, mostrando ainda a importância da conscientização em relação à preservação do meio ambiente. Na última peça apresentada (“O palhaço e o Nariz”), o palhaço é feito de PVC e a boneca eu ganhei”, descreve. Morjana entra no personagem de maneira tão profunda e dedicada que seu trabalho diferenciado e inspirador têm sido apresentados em escolas de Riomafra, feiras de livros e outros eventos como a semana do trânsito, inspirando professores e alunos através da literatura infantil. “Hoje em dia se perdeu a essência de ser criança. A literatura trabalha os valores e a igualdade entre as pessoas”, analisa.

Contar e Encantar: projeto de vida

Morjana criou o projeto Contar e Encantar, o qual deseja implantar em Mafra. O projeto consiste em levar a contação de histórias para a biblioteca pública do município e assim estimular a leitura em todas as idades. Além de “dar vida” à biblioteca mafrense, a professora também pretende leva o mundo da imaginação para hospitais e asilos, levando a literatura e o lazer aos pacientes e idosos de Riomafra através de ação social.

A professora pretende buscar incentivos das instituições onde as atividades serão realizadas e órgãos não governamentais, pois o projeto Contar e Encantar não tem fins lucrativos. “É um trabalho voluntário. Um projeto de vida que eu tenho”, finaliza.

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