Bancos fogem de negociação e greve pode continuar em Riomafra

Publicado por Gazeta de Riomafra - 05/10/2013 - 14h28

Acerca de 15 dias, bancários de todo o Brasil paralisaram mais de 11 mil agências reivindicando reajuste salarial, e novos benefícios. A greve continua e deve ganhar mais adeptos no decorrer da próxima semana. Entre as principais reivindicações dos bancários está o aumento real em 5%, do salário da categoria. Os bancários querem também o reajuste na participação e resultados, a valorização do piso salarial, e o aumento nos vales refeição e alimentação. Os trabalhadores exigem ainda, planos de cargos e salários, e pedem o fim das metas abusivas, e das praticas de assédio moral.

A greve segue as normas impostas pela lei 7783 de 1989, que assegura o direito a paralisação, mas obriga o funcionamento de no mínimo de 30% do efetivo. Ou seja, em Mafra, desde a última quarta feira (02/10), às agências do Banco do Brasil, estão atendendo apenas com os caixas eletrônicos, quatro funcionários estão atendendo apenas casos especiais. As agências do HSBC e Bradesco aderiram ao movimento na quinta feira (03/10), mas apenas reduziram suas atividades. Até o fechamento desta edição, a agência da Caixa Econômica estava operando, porém deve diminuir seu efetivo na segunda feira, acredita o presidente do Sindicato dos Bancários de Mafra, Mario Abelino.

As negociações para o fim da greve seguem estagnadas. Até o momento os bancos não apresentaram propostas para por um fim nas paralisações. Segundo o presidente do sindicato dos bancários de Mafra, Papanduva, Itaiópolis e Monte Castelo, Mario Abelino, as cidades do interior aderiam à greve pelo descaso que os banqueiros estão tratando o tema “eles não querem negociar, não apresentaram propostas, estão se omitindo, por isso, nós também aderimos a essa luta, dando mais força a esse movimento”, frisou Abelino. Ressaltou também que os bancos estão esperando a Febraban (Federação Brasileira  dos Bancos) se manifestar, para então acatar as mediada do órgão regulador. Porém para o presidente do sindicato, os bancos deveriam deixar de se omitir e negociar com os trabalhadores, “o Banco do Brasil e Caixa econômica não apresentaram propostas, eles se pronunciaram dizendo que vão acatar as decisões da Febrabam, porém esses bancos são órgãos independentes, poderiam muito bem apresentar uma proposta e deixar de se esconder atrás da Febrabam”, frisou Abelino.

Na tarde da ultima sexta feira a Febrabam apresentou aos representantes do sindicato dos bancários uma contraproposta. O órgão regulador contemplou reajuste de 7,5% sobre o piso salarial. Nacionalmente o sindicato dos bancários recusou a oferta e mantém a greve. Em Mafra será realisado uma assembleia para que seja votada a contraproposta. Caso seja aprovada pode-se ter o fim da greve, caso recusada a paralisação segue.

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