
Mafra completa nesta segunda-feira, dia 08 de setembro, 97 anos e o cenário atual retrata uma realidade da qual os mafrenses não gostariam de estar comemorando. Quem não mora aqui, ao passar alguns dias em Mafra, aparenta ter conhecido uma cidade perfeita, e motivos para ser dessa forma não faltam, apenas alguns percalços a impedem de progredir. A crise política instaurada, a falta de investimentos e de empresas, o descaso do Poder Público, denúncias, CPIs e pedidos de impeachment do prefeito, hoje infelizmente retratam nossa realidade.
Mafra que já foi a pérola do Planalto Norte, também foi a 4ª economia do Estado na época do ex-prefeito Pedro Kuss, que com sua força política adentrava os gabinetes de governador e presidente da República, que atendiam suas solicitações. Histórias daquela época contadas por personagens que tiveram a honra de conviver com Pedro Kuss, trazem fatos marcantes e curiosos, como a vinda da BR 116 para cá. Dizem que em uma reunião com o ex-presidente Getúlio Vargas, que ao avistar Pedro Kuss aparentemente chateado, perguntou o que podia fazer para ajudá-lo, foi quando o “homem grande” como era chamado, contou que a rodovia que vinha de Curitiba, desviaria por São Bento do Sul, e Getúlio Vargas deu ordens para que a rota fosse alterada e passasse por Mafra.
Hoje podemos falar das belezas naturais, das rotas turísticas e das belas paisagens que nosso interior retrata. De um povo que é sim trabalhador, que gosta de arregaçar as mangas e ir à luta, que tem prazer e orgulho de em Mafra nascer, crescer, constituir família, criar filhos e netos, e poder conviver em um município ainda tranquilo, seguro e ordeiro.
Apesar de tudo que hoje enfrenta, na inocência de uma criança que aprende na escola e canta em casa com vigor o hino de Mafra, espera um futuro promissor e tem esperança de aqui poder permanecer e desfrutar de tudo o que a terra oferece.
A reportagem da Gazeta voltou no tempo e buscou nos idos de 1980 retratar e relembrar o que Mafra era. Ouvimos saudosistas histórias de pessoas que viveram àquela realidade e com muito orgulho tiveram à frente do município e puderam contribuir com um desenvolvimento que antes parecia ser maior do que hoje.
Conversamos com o ex-prefeito e ex-deputado por Mafra João Romário, e ainda com o ex-prefeito Nery Nader que por dois mandatos pôde contribuir para o município e ambos demonstraram experiência administrativa em suas gestões.
Comprometimento foi a palavra de ordem que marcou quase uma década de franco desenvolvimento do município de Mafra.
Importantes obras como a Escola Infantil Começinho de Vida, o Ginásio Tutão, a Biblioteca Pública Municipal, o Colégio Agrícola Anibal Schultz Filho, CEMMA, o CAIC e uma grande Ala do Hospital São Vicente de Paulo marcaram aquelas gestões e perpetuaram-se na história de Mafra.
Em seu primeiro ano de mandato, João Romário sofreu junto com os munícipes uma das maiores enchentes da história de Mafra, mas com muito orgulho falou da soma de esforços para a reconstrução do município. Com apoio do Governo do Estado refizeram várias pontes que foram levadas pelas águas, construídas com concreto, duram até hoje, suportando outras tantas enchentes que por aqui já passaram, num total de 30 pontes.
Os recursos eram escassos, mas eram investidos em pontos essenciais, priorizando sempre as estradas rurais para escoamento da safra, que desde aquela época, a produção madeireira, o cultivo de erva-mate, e agricultura em geral moviam a economia do município. As patrulhas mecanizadas também surgiram naquela época.
O ex-prefeito ressaltou o bom relacionamento com a Câmara de Vereadores, o que segundo ele foi coadjuvante com o desenvolvimento. “Nenhum projeto nosso foi rejeitado e poucos tiveram emendas, porque tratávamos com os vereadores antes mesmo de serem encaminhados. Provando a harmonia entre os poderes, sempre dando retaguarda ao Executivo”, disse João Romário.
A Saúde em Mafra nos anos 80 recebia investimentos acima do percentual, as filas foram banidas e a população não tinha do que reclamar e nem esperar.
O ex-prefeito Nery Nader conta que foram vários os postos de saúdes construídos nas localidades do município e em cada um deles tinham três médicos, sendo um clínico geral, um pediatra e um ginecologista, 28 novos médicos foram contratados naquela gestão.
A busca por novas empresas também marcou aquela década, o que impulsionou o desenvolvimento do município ao longo dos anos.
Ao questionar Nery Nader sobre o que ele espera e deseja para Mafra, ele disse que espera que o povo repense nas próximas eleições, escolha seu representante com maior cuidado. Destacou as parcerias com Estado e Governo Federal para alavancar o crescimento do município a contento do que a população espera. Falou de necessidades das áreas de Saúde, Segurança, as melhorias urgentes nas vias públicas. Ressaltou que faltam projetos a longo prazo, que venham a facilitar a mobilidade, como por exemplo o bairro Vila Nova que deve ser interligado com uma estrutura de pavimentação melhor. “Tem que ter visão de futuro, com grandes avenidas. Hoje não temos projetos para contemplar o trânsito, precisamos de um melhor planejamento”, destacou Nery, que por amor à Mafra espera que o município cresça e novas lideranças surjam pra que vão ao encontro dos desejos da população.
Com a palavra o governador Raimundo Colombo
Em sua visita à Mafra na última sexta-feira, o candidato a reeleição ao Governo do Estado, Raimundo Colombo fez questão de deixar uma mensagem de aniversário para o município. Falou da grandeza da história, da forma como Mafra cresceu e se desenvolveu. Da expectativa do retorno de investimentos no setor de suínos e aves
Disse que tem certeza de um futuro promissor para o município, acredita que Mafra se fortalecerá e voltará a ser a pérola do Planalto Norte como um dia já foi.
Fotos: Divulgação

Saudades dos tempos de Pedro Kuss, Joao Romario e Nery Nader. Eram pessoas que realmente faziam politica e não politicagem. Eram cidadãos preocupados com o desenvolvimento, engajados em trazer para o municipio empresas para gerar empregos. Era mesmo uma Pérola do Planalto. Hoje infelizmente, está rebaixada a cascalho. Aliás, nem cascalho se tem para tapar os buracos das estradas, não só do interior, mas também do centro da cidade. Vamos sonhar que um dia as coisas vão mudar. Sou mafrense nato. Não moro na cidade, mas testemunho as péssimas condições da cidade, já que estou ai com frequencia.
E viva nóis…
kkkkk….o último apague a luz.