Maternidade Dona Catarina Kuss esclarece caso de mortes de recém-nascidos

Publicado por Gazeta de Riomafra - 03/07/2013 - 23h08

Semana passada repercutiu na mídia televisiva estadual, notícias sobre a morte de sete recém-nascidos nos últimos três meses e que no primeiro semestre de 2013 teriam morrido 33 recém-nascidos na Maternidade Dona Catarina Kuss, em Mafra. Fato que chocou a população do Planalto Norte, região que é atendida pela maternidade, a qual é referência no estado de Santa Catarina. A redação da Gazeta entrou em contato com diretor geral da maternidade, Luiz Bernardo Mann, para ouvir a versão da instituição.

Relembrando que na notícia veiculada na TV relata que uma paciente grávida, 33 anos, sentindo fortes dores, foi três vezes procurar atendimento na maternidade da cidade. Ela foi mandada pra casa, mesmo passando mal, porque o problema não era considerado grave. Na sexta-feira, 21 de junho, ela voltou até a unidade hospitalar, mas a criança estava morta e na certidão de óbito não deixava claro o porquê da morte da criança. A paciente acredita que houve negligência médica e a família irá procurar o Ministério Público. Também vincularam as 33 mortes de recém-nascidos neste ano e as sete nos últimos três meses.

Segundo diretor geral da Maternidade Dona Catarina Kuss, Luiz Mann, a paciente em questão foi encaminhada até a maternidade e as três vezes foi atendida. “Ela foi atendida três vezes, está anotado no prontuário que é de domínio da própria família. Inclusive na quinta-feira, que antecedeu o problema com o futuro bebê, a médica de plantão fez os exames corretamente e apresentou os resultados. Onde mostrava os batimentos do coração do bebê e identificava-se que estava com plena saúde”, explicou Luiz.

Agora saber o que ocorreu na noite de quinta-feira para sexta-feira, o diretor geral deixou bem claro que quem vai responder essas questões são a Gerência Técnica e a Comissão de Ética Médica. “Entre quinta-feira para sexta-feira, quando ocorreu natimorto, quem irá responder é Gerência Técnica e a Comissão de Ética Médica. Estão investigando esta situação, apurando quais os fatos e o que evidentemente aconteceu”, declarou Luiz.

Em relação às 33 mortes no primeiro semestre de 2013, o diretor declarou que é mentira. “O repórter da RIC TV que produziu a primeira matéria que foi ao ar na noite do dia 27 não produziu a verdade, matéria tendenciosa. O número que ele coloca de óbitos não pertence ao município de Mafra”, afirmou.

Também ao falar do número de óbitos de recém-nascidos, sete mortos em três meses, afirma que este dado está errado, pois não eram recém-nascidos e sim óbitos fetais. “Não é recém-nascidos, bebês. Houve óbitos fetais, que é totalmente diferente para quem conhece sobre área é natimorto (aborto espontâneo), que acontece aos três, seis, sete meses. Por isso digo recém-nascidos é uma coisa, óbito fetal é outra”.

Para explicar ao leitor um natimorto ou aborto espontâneo é uma denominação dada ao feto que morreu dentro do útero ou durante o parto, ou seja, quando ocorre óbito fetal. Óbito fetal é a morte de um produto da concepção ocorrida antes da expulsão ou de sua extração completa do corpo materno, independentemente da duração da gestação. A indicação do óbito fetal é dada pelo fato de que, após a separação do corpo materno, o feto não respire ou mostre qualquer outra evidência de vida, tais como: batimento do coração, pulsação do cordão umbilical ou movimento efetivo dos músculos de contração voluntária.

O diretor geral finaliza que a Secretaria de Saúde Estadual tem todas as informações, dados do que ocorre na Maternidade Dona Catarina Kuss. “Se fosse 33 mortos, o Ministério Público abriria uma investigação para ver o que está acontecendo, se é problema na área técnica, área médica, corpo clínico e banco de leite”. Também ressaltou que eles possuem o maior índice de satisfação do estado, 91%, e que tem em média 110 a 130 nascimentos mensais.

A redação da Gazeta se coloca a disposição das famílias que queiram se manifestar para dar as suas versões.

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12 comentários publicados
  1. carolina

    Eu Carolina tinha 18anos anos quando ganhei meu bebe e fui criticada pelos medicos,não achei correto isso, e tambem nao obtive atendimento quando estava em trabalho de parto,fiquei das 2;30pm até 8;45pm com fortes dores e vomito,quando chamava alguma enfermeira não tinha atendimento
    tive que implorar pra ser feita uma cesariana pois ja estava perdendo os movimentos do meu bebe.
    meu filho não morreu e esta bem agora mas a falta de medicos qualificados é um grande problema na maternidade de mafra

  2. miqueia dos santos dias

    EU quero agradecer as equipes medicas do hospital e maternidade catarina kuss no dia 16/07/2013 eu fui enternada com gravides de alto risco e ali tive todo suporte que eu e as minhas bebe precisava eu fiquei enternada durante uma semana primeiramente graças a DEUS e segundo os medicos enfermeiro eu dei a luz a duas meninas lindas LAURA&LUIZA elas nasceu no dia 21/07/2013 as 10:30 e a outra a 10:32 da manha de domingo elas nasceram prematuras mas graças a DEUS elas estão super bem e mas uma vez obrigado a tds da maternidade.

  3. Franciele

    Deve se apurar os fatos, sei que quando estive em observação e o meu soro acabou, não aparecia uma enfermeira, meu marido ficava procurando e pedindo para alguém ir tirar o soro e olha que demorou, o médico já tinha dado alta e eu lá esperando, um absurdo.

  4. marli da luz

    Olha pessoal , todos nós queremos a verdade e porque o pessoal da maternidade não se explicou com os reportes da tv agora ficam ai se lamentado, as pessoas dessa família diz que já é a segunda vez que aconteceu de morte na familia que no ano passado morreu um bebe que teria passado da hora e veio a falecer e da primeira vez ficaram quietos não foram atras de saber o que aconteceu por isso eles estão revoltados diz que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar mas para essa família caiu né e agora eles querem justiça e bem fazem não deve deixar barato mesmo pois tenho uma nora que está gestante quero que estes profissionais que dizem ser medicos que estejam fora dai quando ela for ter o bebe e eles que não façam pra ela o que fizeram para essa mulher por que agora tudo o que acontecer nessa maternidade vai pro jornal só assim eles iram trabalhar direito , talvez agora eles não fiquem brincado com as gestantes que essa família faça justiça mesmo vai ajudar e muito as pessoas não vão ficar quietos mais há outra coisa é só algumas batatinhas podre que estão lá é só catar escolher melhor que tudo vai ficar uma beleza de maternidade….

  5. Adonis

    Não é à toa que está faltando médicos na especialidade de pediatria e obstetrícia. Ninguém quer encampar este árduo desafio. O primeiro pensamento de alguém que perde um ente querido é responsabilizar alguém. Não discuto o sentimento deste pai e mãe, imagino que não exista nada pior que a dor da perda. Mas, riscos existem, em todo ato médico, seja através de decisões ou procedimentos. Mas, médicos são seres humanos, e, como conheço alguns médicos que lá trabalham, sei da dedicação, da competência e da seriedade deles. Não podemos satanizar nossa maternidade e a fama de sensacionalista desta emissora de TV é conhecida por todos.

  6. Danielle

    Eu só tenho a agradecer a todos os profissionais da Maternidade Dona Catarina Kuss, fui atendida pelo SUS, precisei de atendimentos antes e após o parto e fui muito bem atendida tanto no NUcleo Materno Infantil como na Maternidade,meu filho teve a benção de nascer num ambiente maravilhoso e pelas mãos do Dr Nataniel Virmond, e só para lembrar que tem cidades vizinhas que não tem maternidade, hospital, médicos, atualment moro numa cidade que precisamos da sorte de não precisar de médicos e hospital pork não tem, quem reclama de barriga cheia não imagina a dimensão dos problemas alheios.

  7. Mary Elen Menin

    Aldamery Maria Kalinovski | mafra, centro

    Eu me sinto muito mal em saber que isto aconteceu aqui em Mafra.Nossa Maternidade , já foi referência. Precisamos saber o porque que isto aconteceu. E os culpados devem ser punidos.

  8. Karina

    O que me deixa mais indignada que pra reportagem que foi transmitida pela tv RIC RECORD ninguém quis mostrar a cara e falar o que aconteceu, só a minha prima que naquela situação de ter pedida a criança que estava saudável deu a cara a tapa para denunciar esses BELOS PROFISSIONAIS, agora é fácil falar……

  9. Karina

    Este ocorrido aconteceu na minha família, e já é pela segunda vez por isso fomos atras de justiça, e alertar as pessoas para que fiquem de olho, pois é muito fácil falar de uma um mais morte de criança quando não é de sua família e além do mais se vc tiver DINHEIRO o tratamento é bem diferente. POIS se vc tiver 3.000,00 Reais pode ser que vc tenha o seu filho VIVO…….

  10. Andressa

    eu como mãe só tenho a agradecer a Maternidade de Mafra mais em especial a Dr. Carla de Lucca e Dr. Sarah pois são as profissionais mais Humana daquele estabelicimento, acho que a maternidade merece parabéns sim, pois está na frente de muitas outras das cidades vizinhas, que seja exclarecido esse caso, para que não suje o nome de uma unidade de saúde mais competente da região.

  11. ana claudia

    É, são tão maravilhosos que não atendem as gestantes da cidade-irmã(rsrs) Rio Negro,eu conheço uma mãe que foi a maternidade,tambem foi atendida,tambem falaram q o bebe estava bem e tambem o bebe morreu no útero.Se o bebe estava bem,então porque morreu?Esses médicos não estudam pra salvar vidas?

  12. Valmir

    Considerando os esclarecimentos do diretor da unidade e, se as informações repassadas pela TV estão incorretas e foram “tendenciosas”, como afirmado, porque não está sendo solicitada uma retratação junto à emissora (consensual ou por meio de medida judiciária)?
    Pois a matéria foi veiculada em todo o estado e, se realmente não condiz com a verdade e coloca em “xeque” a confiabilidade da insituição, os responsáveis devem responder por isso.

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