
Durante reunião na Câmara de Vereadores de Mafra na última semana, dirigentes da Casan foram questionados sobre a situação atual das obras de esgotamento sanitário em Mafra, o diretor de expansão da Casan, Adelor Vieira, explicou que as obras estão paralisadas, pois há a necessidade de regularização dos documentos referentes ao terreno onde será implantada a estação de tratamento, e que o reinício das obras depende desta documentação.
“Do total de 31 quilômetros de rede coletora previstos, 13 quilômetros foram assentados, e das 1.500 ligações domiciliares, já foram realizadas 1.013”, explicou Vieira, afirmando que aproximadamente 39% das obras desta primeira etapa foram executadas.
De acordo com a equipe da Casan, este contrato que ainda está vigente prevê que se chegue à cobertura de 12% da população beneficiada pelo esgotamento sanitário. Caso o novo contrato de programa se efetive, a previsão é de que até o ano de 2016 o esgotamento esteja disponível para 45% dos mafrenses.
As obras do esgotamento sanitário estão paradas desde o 2º semestre de 2012, vários problemas ocorreram durante a execução do contrato. Na época o ex-prefeito Paulinho Dutra chegou a suspender o contrato com a Casan, alegando que empresa que realizava as obras de esgotamento, não estava realizando as obras conforme havia sido acordado.
Para o município houve um descumprimento de um acordo firmado entre a diretoria da Casan e Itajui (empresa responsável pelas obras). Pelo acordado, depois de cada lote de quadra, cerca de 500 metros, no qual fossem abertas as valas, a obra receberia uma fiscalização por parte dos engenheiros da Prefeitura, para depois ser autorizado a continuação dos trabalhos em lotes seguintes. Na época o presidente da Casan assumiu o erro, referindo-se que a estatal não esteve à frente dos trabalhos de fiscalização da empresa Itajuí.
