Professores rionegrenses reivindicam valorização da categoria

Publicado por Gazeta de Riomafra - 21/10/2013 - 22h38

Nesta última terça-feira, dia 15 de outubro, foi comemorado em todo o Brasil o dia dos Professores, aproveitando a ocasião, à professora Mireille de Lurdes Groshoski, utilizou-se da tribuna durante sessão ordinária na Câmara de Rio Negro, para fazer “desabafo†a respeito da condição dos professores no município.

Segundo a professora, existe um descaso com os servidores publico do magistério, esses não estão sendo valorizados “Queremos um salário digno, pois mais de 98% dos professores são graduados e pós-graduados e nosso salário só vem decaindo a cada ano“ – disse.

A professora afirmou estar honrando a profissão, visto que recentemente o IDEB do município de Rio Negro foi um dos maiores da região metropolitana do sul. A tutora alega que o titulo trouxe cobranças: “nós somos muito cobrados, essa cobrança muitas vezes vem de pessoas não capacitadas, e nós professores, não somos nada reconhecidos, somente as direções das escolas são agraciadas e remuneradas como se o mérito fosse somente delas. Essa cobrança passa a impressão de que a educação rionegrense está somente voltada pra o IDEB, esquecendo a verdadeira função da escola“ – disse.

Outro ponto questionado pela docente é o fato de que mesmo com um alto rendimento no IDEB, os professores rionegrenses têm os piores salários do estado do Paraná “O prefeito anterior e o atual se orgulham ao falar do IDEB, mas em contra partida, o salário dos responsáveis pelo IDEB, os professores, é o pior de todo o estado do Paraná. Enquanto em todo o território brasileiro, docentes que estão regendo classes ganham pelo menos 25% de regência, em Rio Negro somos lesados, e tentam nos convencer que a mesma está incorporada na base inicialâ€.

Segundo a professora os benefícios oferecidos pra os professores que buscam especialização foram alterados e hoje são pagos conforme uma tabela que não representa a classe “Os avanços de graduação e pós-graduação não são repassado em cima da base atual que consta na folha, mas sim em uma tabela retrograda, duvidosa, criada por um numero reduzido de pessoas, a qual os maiores interessados não tiveram acesso e ainda mexeram na mesma sem passar por uma comissão, e assim ficou, isso é digno de punição. Com ela reduziu-se  a porcentagem do avanço que era de 45% para 10%, devido o efeito cascata da tabela, que não vem sendo cumprida, e deixa  muito a desejar, pois ninguém poderá conseguir chegar no fim da mesma, pois a mesma não tem coerência†– disse.

A professora alertou também que foram alterados os critérios nas provas de avanços oferecidos pela secretária de educação, antes, cursos de 80h eram convertidos em 6% de aumento. Agora cursos de 160h correspondem apenas a 3% de aumento “Isso de tão vergonhoso torna-se triste, é um descaso, um desrespeito para com a classe, falou-se no dia da prova do avanço, que muitos professores estavam lá pelo conhecimento e não pelo dinheiro, visto que o mesmo seria pouco mais de R$ 5,00†– afirmou Mireile.

A docente ainda tocou nos assuntos: hora extra e direção das escolas “Os professores são a maioria dos servidores da educação, no entanto o salário é o mais baixo, somos sabedores de que outras funções da Secretaria de Educação tem gratificação de horas extras, sabe-se que ha professores que se deslocam de suas residências levando mais de uma hora diariamente para chegar até seus locais de trabalho, como fica isso? Não merecem horas extras? Ou difícil acesso? E porque não ha eleições de diretores das escolas? Porque não escolher as coordenações das escolas pela sua formação, licenciatura em pedagogia?†– questionou a docente.

Os professores aguardam agora um pronunciamento do executivo a respeito, bem como um retorno da Câmara que se comprometeu em mediar o problema.

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