Secretária de Saúde de Rio Negro esclarece sobre o atendimento pediátrico

Publicado por Gazeta de Riomafra - 13/06/2011 - 13h46

Após diversas reclamações advindas da população rionegrense à Gazeta de Riomafra sobre a falta de médicos pediatras nos postos de saúde, no pronto atendimento (PA), e até mesmo na rede particular do município a equipe do jornal procurou a secretária municipal de Saúde de Rio Negro, Neusa Heuko Swarowski, onde a mesma relatou que a atual gestão sempre procurou disponibilizar à comunidade os serviços de pediatria, entendendo a importância deste especialista nos cuidados com a infância e a adolescência, ciclo de vida marcado por muitas alterações anatômicas e fisiológicas, ocasião em que a presença do pediatra tanto para as ações preventivas como curativas se tornam de relevância para a saúde pública.

No entanto, Rio Negro, assim como todo o país, tem sido vítima da falta de pediatras, tanto para atendimentos eletivos (Postos de Saúde) quanto de Urgência/Emergência (Pronto Atendimento) afirmou a secretária de saúde. Neusa lembrou que em abril deste ano uma reportagem exibida pelo Fantástico mostrou a falta de pediatras em todo país, inclusive nas grandes cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo, informando que em 1996 13,6% dos médicos eram pediatras e hoje são apenas 9,8%. A explicação para essa falta, segundo a reportagem, começa na Universidade.

De acordo com o professor Julio Tomporovski, da Residência de Pediatria da Santa Casa de Passo Fundo-RS, há dez anos um quarto dos cem alunos de cada turma da Santa Casa tinham preferência pela residência de pediatria, com o decorrer do último decênio houve uma queda do interesse . De acordo com a presidente da Sociedade de Pediatria de Pernambuco, os alunos gostam da tecnologia e das especialidades que tem procedimentos porque isso leva a uma melhor remuneração, o que raramente acontece com a pediatria, tornando a remuneração menos atrativa. A reportagem mostrou ainda que uma pesquisa encomendada pela Sociedade de Pediatria, revelou que atualmente 30% das consultas de rotina à crianças, e 43% das consultas de emergência são atendidas por médicos não pediatras.

Neusa concluiu dizendo que apesar do cenário nacional não ser nada tranqüilizador, enquanto secretária de Saúde irá manter o otimismo e acreditar que mudanças na política pública brasileira deverão ocorrer nos próximos anos, a fim de valorizar o médico pediatra e dessa forma resgatar o interesse dos futuros residentes de medicina para que os mesmos optem por essa especialidade, tão importante e fundamental para a garantia de uma assistência de qualidade e resolutividade às crianças e adolescentes. Observou que a Secretaria de Saúde de Rio Negro está procurando ampliar a oferta de consultas de pediatria nas Unidades de Saúde do município, inclusive buscando a contratação de profissionais no próximo Concurso Público Municipal.

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