Tratoraço: vereadores se manifestam e desmentem acusações do prefeito

Publicado por Gazeta de Riomafra - 11/12/2014 - 10h26

Os vereadores Hebert Werka, Vicente Saliba, Eder Gielgen, Abel Bicheski Bello e Edenilson Schelbauer usaram a palavra durante a sessão desta segunda-feira, 08/12, para manifestar a sua opinião com relação ao Tratoraço, no qual a população do interior reivindicou melhorias em diversas áreas, como manutenção e conservação das estradas, educação e saúde, porém se mostraram, indignados com as declarações, segundo eles: inverídicas que o prefeito Eto deu em seu gabinete aos agricultores durante o manifesto.

Todos foram unânimes em reconhecer a legitimidade do evento, parabenizando os organizadores e também os agricultores e demais participantes pela forma como a manifestação foi realizada, de forma organizada, pacífica e com comprometimento.

Os vereadores aproveitaram a oportunidade para esclarecer que todos os pontos apontados na carta de reivindicações dos agricultores já passaram pelo plenário da Câmara, em forma de inúmeros requerimentos e Indicações escritas elaboradas por eles e destinados ao executivo.

Segundo eles, a Câmara tem a função de discutir as questões locais e fiscalizar os atos do prefeito com relação à administração e gastos do orçamento, mas que a decisão sobre a aplicação dos recursos públicos é função exclusiva do poder executivo municipal. “Ficamos de mãos atadas, pois nos é permitida apenas a função de ouvir as reivindicações do povo, pelo qual fomos eleitos, repassá-las ao executivo através destes requerimentos e indicações escritas, e cobrar as devidas respostas, que muitas vezes não vêm”, esclareceram.

Quanto à participação dos mesmos no Tratoraço, eles explicaram que não participaram justamente para garantir a legitimidade do evento, deixando claro que a manifestação foi uma vontade da população e excluindo-se assim a hipótese dos agricultores terem organizado a manifestação instigados pelos vereadores.

ACUSAÇÕES CONTRA O LEGISLATIVO

Os vereadores desmentiram algumas inverdades que estão sendo usadas com o objetivo de denegrir a imagem do legislativo. Segundo eles, fazem o possível dentro das atribuições que lhe cabem, buscando sempre trabalhar em função da melhoria da qualidade de vida da população, elaborando leis, recebendo o povo, atendendo às reivindicações, e tentando desempenhar a função de mediador entre a população e a administração municipal.

Como prova de que estão dispostos a trabalhar em parceria, estão os inúmeros projetos de lei de autoria do executivo aprovados pelo legislativo, doação de dois veículos para a Secretaria de Saúde, e também os recursos financeiros, na ordem de mais de R$ 700 mil, que já foram repassados pela Câmara ao executivo, para que este investisse em melhorias nas ruas e estradas, havendo inclusive o compromisso do prefeito em adquirir com estes recursos duas patrolas hidráulicas, as quais seriam usadas em benefício da população.

Os vereadores afirmam que fazem a sua parte, o que está ao seu alcance, e que gostariam que o prefeito os procurasse para tirar dúvidas e explicar onde está sendo investido o dinheiro público. “Ao contrário do que o prefeito disse aos agricultores, o diálogo entre legislativo e executivo é praticamente inexistente, e as nossas tentativas foram em vão”, afirmam os vereadores. Referindo-se a informação infundada, dada aos agricultores na última sexta-feira onde o prefeito telefona para eles, porém durante a sessão eles o criticam. Segundo os vereadores isto não acontece, pois não recebem telefonemas do gabinete no sentido de realizar um trabalho harmonicamente.

PORTEIRA ADENTRO

Uma gravação que chegou aos vereadores mostra que o prefeito teria dito aos representantes do “Tratoraço” que as benfeitorias em estradas do interior não seriam possíveis porque o projeto Porteira Adentro estava engavetado na Câmara de Vereadores, afirmação esta que foi desmentida e esclarecida pelos vereadores.

Aprovado pelo legislativo na sessão no dia 20 de maio deste ano, o projeto de lei nº 12/2014 acrescenta o artigo 6º- a lei nº 3536, de 2010, a qual autoriza o poder executivo municipal a implantar o programa Porteira Adentro em Mafra. O novo artigo estipula que as estradas e entradas secundárias utilizadas para acesso de duas ou mais propriedades rurais, não são consideradas propriedades particulares para fins desta lei, ficando o município de Mafra, por meio da Secretaria de Obras, obrigado a manter os acessos em condições de uso. Contestaram os vereadores.

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2 comentários publicados
  1. Pretinho Basico

    É, meu querido povo mafrense. Infelizmente é assim, o povo faz a sua manifestação, o prefeito os atende, falando inverdades, a câmara de vereadores se defende através de documento, mas no fim das contas, quem entra pelos canos é o povo.
    Vereador não vai consertar as estradas, o prefeito também não.
    E o funcionários publicos da Secretaria de obras (do centro de serviços) não acatam ordens da chefia.
    Resumindo, Mafra está um verdadeiro caos. Enquanto esse piá estiver aí, trancando canto, nada vai acontecer.
    Estando em Mafra ontem, presenciei um patroleiro que estava patrolando a estrada que dá acesso a Barracas e General Brito. Parabéns àquele senhor, que funcionário da prefeitura NÃO É.
    E viva nóis…

  2. Verdadeiro Mafrense

    E agora Eto???? Tem alguma explicação??

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