Assim como a Maternidade o PA de Rio Negro também pode fechar as portas

Publicado por Gazeta de Riomafra - 05/06/2013 - 16h00

Após várias tratativas inclusive com promessas de o Governo do Paraná auxiliar na reforma do Hospital e construção de uma nova Maternidade, com investimentos de mais de R$ 8 milhões, um susto tomou conta de alguns moradores que tiveram conhecimento de processo licitatório realizado pela Prefeitura Municipal de Rio Negro, para administrar o Pronto Atendimento Municipal.

Ocorre que para efetuar a licitação a Prefeitura determinou que técnicos efetuassem levantamento junto a outras unidades de Pronto Atendimento da região para então estipular o teto máximo a ser investido. O processo licitatório na modalidade Concorrência para contratação de empresa e/ou entidade filantrópica para prestação de serviços médicos de atendimento em urgência e emergência, sendo adulto e pediátrico, com sobreaviso de ortopedia, neurologia, cardiologia; pediatria; obstetrícia; anestesiologia e cirurgia geral foi realizado na tarde da última segunda-feira e o único participante foi o Hospital e Maternidade Bom Jesus que, no entanto, apresentou preço maior que o estipulado no edital da Prefeitura.

Consta do edital que “serão considerados excessivos, acarretando a desclassificação da proposta, preço superior ao preço máximo”.

O preço máximo estipulado pela Prefeitura foi de R$ 239.194,62 mensais pelo período de 12 meses e o Hospital apresentou planilha atualizada que custaria aos cofres públicos de Rio Negro pouco mais de R$ 11 mil do que o estipulado inicialmente para cada mês de contrato, o que viria a resultar na desclassificação da proposta e, desta forma, a partir de amanhã (06), o Hospital deixaria de ser o responsável pela manutenção do pronto atendimento e a comunidade poderia ficar também sem este serviço, assim como já está há 60 dias sem uma Maternidade.

Até o final da tarde de ontem o departamento Jurídico da Prefeitura ainda procurava uma forma legal de aceitar a proposta do Hospital que, como disse o próprio prefeito Milton Paizani, é justa diante dos relatórios apresentados. Paizani primeiro nos falou que até amanhã tudo se decidiria, mas no início da noite de ontem quando do fechamento desta matéria, já acenava para a possibilidade de ainda hoje pela manhã apresentar a solução e não deixar os munícipes sem o Pronto Atendimento.

Maternidade e Capela estão interditados

O diretor do Hospital Bom Jesus, pastor Ezequiel Ramos, retornava de viagem quando entramos em contato telefônico com o mesmo, inicialmente indagando sobre a reativação da Maternidade e a resposta foi de que só haverá uma reativação caso venham recursos estaduais ou federais para construção de uma nova ala.

Ele lembrou que projeto para restauração do Hospital e construção de uma nova Maternidade já foram entregues na Secretaria de Estado da Saúde, onde se buscam recursos na ordem de R$ 8 milhões. “Já nos acenaram positivamente e a expectativa é grande, até porque estamos entristecidos com a interdição da antiga ala da maternidade e da capela já ao lado, que não fornecem segurança nem a funcionários muito menos a pacientes”, disse o pastor.

Ele retornava da viagem justamente para tentar contato com o prefeito Milton Paizani para tratativas do convênio de manutenção do pronto atendimento, mas até a noite não havia dado retorno sobre a continuidade ou não dos serviços a partir de amanhã.

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