Banco do Brasil de Mafra apresenta Programa ABC – Agricultura de Baixo Carbono

Publicado por Gazeta de Riomafra - 05/09/2011 - 11h04

O BB aposta que financiar a chamada integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) resultará em uma forte elevação da produtividade média das lavouras e, principalmente, da pecuária brasileira.

A Agência do banco de Brasil de Mafra realizou na última terça-feira, às 19h30min, na sede da AABB, a apresentação do Programa ABC – Agricultura de Baixo Carbono, com a presença de agropecuaristas da região, Epagri, empresas de assistência técnica, agrônomos e interessados no assunto.

Desde o mês de julho as agências do Banco do Brasil em todo país já estão recebendo propostas e liberando recursos do Programa ABC – Agricultura de Baixo Carbono. Para esta linha de crédito o banco colocou à disposição de seus clientes R$ 850 milhões.

As propostas precisam atender aos objetivos do programa, conforme regras definidas pelo Governo Federal, e devem ser acompanhadas de documentação e projeto técnico específico. O Banco do Brasil possui quadro técnico habilitado para analisar o projeto quanto ao enquadramento e a viabilidade técnico-agronômica.

O BB aposta que financiar a chamada integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) resultará em uma forte elevação da produtividade média das lavouras e, principalmente, da pecuária brasileira.

Essa linha de crédito conhecida como Programa ABCPrograma para a Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura) tem como finalidades financiar a:

– recuperação de áreas e pastagens degradadas;

– implantação de sistema orgânicos de produção agropecuária;

– implantação e melhoramento de sistemas de plantio direto na palha

– implantação de sistemas de integração lavoura-pecuária, lavoura-floresta, pecuária floresta ou lavoura-pecuária-floresta;

– implantação, manutenção e manejo de florestas comerciais, inclusive aquelas destinadas ao uso industrial ou à produção de carvão vegetal;

– adequação ou regularização das propriedades rurais frente à legislação ambiental, inclusive recuperação da reserva legal, de áreas de preservação permanente, e o tratamento de dejetos e resíduos, entre outros;

– implantação de planos de manejo florestal sustentável.

O teto de financiamento do programa é de R$ 1 milhão de reais, taxa de juros fixos de 5,5% ao ano e prazos de reembolso que podem chegar a 15 anos.

PROGRAMA ABC, oportunidade de financiamento para o produtor rural
Na 15ª Conferência da ONU sobre o Clima (COP15), realizada em Copenhague em Dezembro de 2009, o governo brasileiro divulgou seu compromisso voluntário de reduzir a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) até 2020, entre 36,1% e 38,9%.
Esse compromisso resultou na Lei 12.187 de 29.12.2009 que instituiu a Política Nacional sobre a Mudança Climática – PNMC – estabelecendo princípios, objetivos e diretrizes para essa política governamental. Regulamentando alguns aspectos da lei, foi publicado em 09.12.2010 o Decreto no. 7.390 que lista ações para a redução dos GEE, entre as quais: 1) Reduzir em 80% a taxa de desmatamento na Amazônia e em 40% no Cerrado (redução de emissões de 669 milhões de toneladas CO2 eq);
2) Ampliar a eficiência energética, uso de biocombustíveis, oferta de hidrelétricas e fontes alternativas de biomassa, eólicas, pequenas centrais hidrelétricas, e uso de carvão de florestas plantadas na siderurgia (redução em emissões entre 174 e 217 milhões de toneladas de CO2 eq);
3) Adotar intensivamente na agricultura a recuperação de pastagens degradadas; promover a integração lavoura-pecuária-floresta; ampliar plantio direto e fixação biológica de nitrogênio (redução de emissão entre 133 e 166 milhões de toneladas de CO2 eq), com as seguintes metas até 2.020:

– Recuperação de Pastagens Degradadas: 15 milhões ha

– Integração Lavoura-Pecuária-Floresta: 4 milhões ha

– Plantio Direto: 8 milhões ha

– Fixação Biológica de Nitrogênio: 5,5 milhões ha

– Florestas Plantadas: 3 milhões ha

– Tratamento de Dejetos Animais: 4,4 milhões m3

Na esteira dessa decisão foi definido um Plano para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura, que contempla uma série de ações, uma das quais é o financiamento de investimentos no setor produtivo da agropecuária que contribuam para a redução dos GEE.

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