O hospital vai realizar diversas campanhas com o intuito de arrecadar fundos para minimizar alguns problemas existentes. Atualmente o nosocômio possui uma despesa mensal que gira em torno de R$ 300 mil
Em contato com a nossa reportagem, o administrador do Hospital e Maternidade Bom Jesus de Rio Negro, Eloizio Assis Granemann Souza, comentou que a instituição está realizando algumas campanhas para com o auxílio da comunidade conseguir realizar algumas reformas.
Uma campanha que deve gerar bastante renda ao nosocômio, vai ser coordenado por José Hélio Westarb e Mauro César de Souza, que tem como intuito arrecadar fundos pela conta de luz dos munícipes. O administrador explicou que uma equipe está sendo treinada, para ir às residências, solicitar o auxílio da população, que ajudaria o hospital debitando em sua conta de luz, o valor que achar viável, partindo de R$ 1,00. Já para pessoas jurídicas o valor mínimo é de R$ 10,00. Está campanha entra em vigor a partir do dia 16 de agosto.
Outra campanha para arrecadar fundos, será realizada no dia 04 de setembro, em forma de bingo, onde os prêmios estão sendo doados por comerciantes da cidade. Já no dia 02 de Outubro, acontecerá o Café Solidário com Arte, onde serão vendidos convites, com direito a um delicioso café colonial e uma cartela de bingo, a qual concorrerá a obras de artes (quadros) de artistas rionegrenses.
Investimento
Hoje o hospital de Rio Negro necessita com urgência de aproximadamente R$ 250 mil, para realizar algumas reformas em suas dependências. Eloizio explicou que a de maior urgência, foi orçada em aproximadamente R$ 100 mil, que seria o conserto do telhado da maternidade. “Este é um ponto crítico o qual teremos que arrumar, pois em dias de chuvas, o telhado não suporta a água, molhando as paredes”, disse o administrador.
Segundo ele, um investimento de R$ 120 mil, deve ser feito na compra de um gerador de energia, para caso de falta de energia elétrica, a instituição não ficar no escuto, bem como, certas máquinas pararem de funcionar. Eloizio ainda confirmou que já foi confeccionado um orçamento para a construção de um poço artesiano no valor de R$ 20 mil, para economizar o gasto com água, hoje fornecido pela Sanepar.
Situação
A situação do Hospital e Maternidade Bom Jesus é grave, Eloizio frisou que ainda existem dívidas que não foram sanadas, impossibilitando a emissão de uma Certidão Negativa de Débito – CND. O valor desta dívida e de aproximadamente R$ 390 mil. Eloizio disse ainda que deva estar se deslocando até a capital paranaense ainda está semana para protocolar um Recurso de Agravo, e tentar a liberação da CND.
Caso a nosocômio não consiga a Certidão Negativa de Débito e o INSS resolva cobrar está dívida, o hospital poderá até fechar as portas.
Perguntado sobre essa dívida, que já vem de anos, o atual administrador explicou que no passado foi realizado uma auditória, mas não encontraram nada de irregular. O que acontece segundo ele, é o baixo valor repassado pelo SUS a instituição no caso de internação.
“Supomos que um paciente ficasse cerca de 30 dias internado, o SUS repassa ao hospital aproximadamente R$ 570,00, sendo que o gasto com este paciente é de R$ 190,00. Agora o déficit maior fica no caso de partos, onde o SUS paga cerca de R$ 700,00, mas o custo real é de aproximadamente R$ 2.400,00”, explicou o administrador.
O hospital tem atualmente uma despesa mensal que gira em torno de R$ 300 mil, sendo que arrecada R$ 230 mil, criando um déficit e R$ 70.000,00 mês.
Internação
Eloizio ainda frisou para nossa redação que o Hospital e Maternidade interna em média 15 pacientes mês, mas enalteceu que o nosocômio possui 44 leitos. Já os atendimentos realizados pelo Pronto Atendimento (PA), ficam na casa de 75/mês.
Para se ter idéia no ano passado a casa de saúde realizou 26.906 atendimentos entre maternidade, P. A., e hospital. Andando pelas dependências do hospital, nota-se diversos leitos vazios, devido ao mito que se criou referente aquela casa de saúde. A direção pede a população para que venham conhecer as dependências, suas instalações, os profissionais que ali trabalham, para aumentar os atendimentos e partos realizados naquele nosocômio.
