Após o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte) ter se reunido com o governo do estado na última terça e não terem entrado em acordo sobre novo piso, a classe decide deflagrar greve por tempo indeterminado.

Em assembléia na última quarta, no salão nobre do Colégio Barão de Antonina, a coordenação regional do Sinte informou a todos os presentes que “está deflagrada greve dos professores da rede estadual no estado de Santa Catarina”. Na assembléia estavam presentes profissionais da rede estadual de várias escolas do município e de cidades vizinhas como Itaiópolis e Papanduva.

Após o sindicato não ter conseguido entrar em acordo com o governo do estado sobre pagamento de piso salarial para a classe, o mesmo decidiu deflagrar a paralisação, para tentar pressionar os governantes a aprovação de novos salários.

A greve começou nesta quarta, 18 de maio e segundo o Sinte é por tempo indeterminado, na próxima segunda 23 de maio o conselho do sindicato volta a se reunir com o governo do estado afim de novas negociações. A paralisação só terá fim se o governo apresentar uma proposta que seja aceita pelos professores da rede estadual. Os cerca de 700 mil alunos que estão matriculados nas 1.350 escolas estaduais de todo o estado correm o risco de ficar sem aulas durante o tempo em que os professores ainda estiverem em greve.

O conselho regional do Sinte afirmou na assembléia ocorrida na quarta, que o salário pago em SC aos professores da rede estadual está entre os menores do país, e é inadmissível que o estado com quarta maior receita do Brasil pague um salário tão baixo, afirmou o coordenador regional do sindicato, José Sidney Miranda em tom de protesto.

Em sete escolas estaduais de Mafra, 100% dos professores estão parados, professores de seis escolas aderiram parcialmente e de outras seis não aderiram à paralisação. A luta do conselho regional no município é para conseguir que cada vez mais escolas e mais professores se juntem a greve, pois desta maneira a classe conseguirá mais representatividade perante o governo do estado. A coordenação afirmou ainda que vai buscar apoio junto ao poder legislativo mafrense, como já ocorreu no município de Papanduva.

Nova assembléia realizada na tarde de ontem

Na tarde desta sexta-feira, foi feita uma nova assembléia na paróquia da igreja Matriz São José, nela os educadores reafirmaram que continuam com suas atividades paralisadas e que somente retornarão após o governo aprovar o piso salarial pelo qual a classe tanto luta. Desde o inicio da paralisação, os profissionais da educação que aderiram a ela estão em atividades constantes, mobilizando ações como assembléias, reuniões, visitas às escolas, organizações de passeatas e contato com educadores de outros municípios, tudo com o intuito de tornar o movimento cada vez mais forte.

A classe agradece ao apoio recebido da comunidade, pais, alunos e colegas da educação, e afirma que estão constantemente trabalhando para que esta situação tenha um final positivo e que a mesma seja breve. Como forma de protesto para mostrar que a classe está unida e lutando pelos seus direitos, haverá uma grande manifestação na próxima terça feira às 13h30m na Praça Lauro Mueller no alto de Mafra.