Maioria dos hospitais catarinenses paralisou atividades na segunda-feira

Publicado por Gazeta de Riomafra - 10/04/2013 - 11h42

Em Santa Catarina os hospitais privados e filantrópicos, responsáveis pela maioria dos atendimentos pelo SUS, estão enfrentando sérias dificuldades financeiras em função da defasagem da Tabela do SUS, que não é reajustada desde 1996. Houve um pequeno reajuste em 2006, mas não atingiu todas as categorias. Em alguns procedimentos como nos atendimentos de AVCs, o SUS repassa apenas 24,39% do custo. As maiores diferenças estão localizadas na assistência de média complexidade onde o déficit pode chegar a 200%. Para manter os hospitais de portas abertas, muitos recorrem às instituições financeiras. Os altos juros aceleram ainda mais o processo de descapitalização e empobrecimento das unidades hospitalares. O dia de protesto nacional, realizado na segunda-feira (08) foi organizado pela Confederação das Santas Casas,  Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, em parceria com as Federações e Frentes Parlamentares Estaduais. Conforme destaca o diretor presidente da Associação dos Hospitais de Santa Catarina, Dario Clair Staczuk, o ato é de cunho nacional e prevê a divulgação da situação critica dos Hospitais que atendem pacientes do SUS. “O principal objetivo é promover a discussão e um alerta à sociedade sobre o subfinanciamento do Sistema Único de Saúde, com ênfase na realidade da crise dos hospitais. Em 2012 a divida Total dos Hospitais Filantrópicos chegou a R$ 15 bilhões de reais em todo Brasil. A pauta de reivindicações do movimento é o reajuste de 100% para os procedimentos de média e baixa complexidade da Tabela SUS”, diz.

Em 2012, conforme dados obtidos junto ao presidente da Associação dos Hospitais de Santa Catarina e também administrador do Hospital São Vicente de Paulo, Dario Clair Staczuk, a Unidade Hospitalar Mafrense computou 4.437 internações gerais, sendo dessas 70,07% pelo SUS; 649 internações na UTI, sendo 83,85% pelo SUS e realizadas 1.292 Cirurgias pelo SUS.  “O Hospital sempre precisa estar correndo em busca de subvenções/valores que venham complementar o que recebemos do Sistema Único de Saúde, que representa apenas 40% do custo dos procedimentos”, afirmou.

Acompanhe parte de material apresentado aos pacientes, dando ciência da situação pela qual passam os Hospitais:

VOCÊ SABIA QUE O SUS PAGA SÓ ISSO?

É JUSTO?


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