
A ausência de um médico plantonista no Pronto Socorro de Rio Negro, foi motivo para sobrecarregar, ainda mais, o Pronto Atendimento de Mafra, que já tem grande acúmulo de usuários nos finais de semana e nas próprias segundas-feiras.
O médico que faltou naquela tarde em Rio Negro, está inclusive com suspeita de ter contraído a gripe H1N1, mas o caso não está confirmado.
Segundo a secretária Municipal de Saúde, nenhum caso desse tipo foi confirmado no município, e o Hospital é terceirizado para cuidar do Pronto Socorro, e recebe em média R$ 2 milhões por ano, além de outros recursos enviados pelo Executivo, na ordem de R$ 500 mil ao ano, além de recursos estaduais.
Com relação ao caso de segunda, a Prefeitura já notificou o Hospital para que preste esclarecimentos a respeito e, segundo o prefeito, o diretor clínico – que é médico, deveria ter assumido o lugar do faltoso até que outro profissional chegasse.
Da Administração do Hospital, Marlon Sérgio Witt salientou que a Prefeitura tem esse contrato que gira em torno dos dois milhões de reais, cujo prevê o pagamento de R$ 216,61 a hora, ou seja, R$ 5.198,64 por dia.
Desse valor, os médicos plantonistas recebem R$ 80 por hora trabalhada durante a semana, e R$ 90 por hora nos finais de semana. Ainda relata Marlon, que o restante do recurso é utilizado para pagamento de profissionais de sobreaviso em ares de especialidade, exames, raio X, os profissionais de enfermagem, técnicos, auxiliares, pessoal da recepção e higienização, além dos custos de água e energia elétrica.
Sobre convênios de Transferência Voluntária, ele cita que no ano de 2012, o valor total repassado alcança o montante de R$ 500.000,00, sendo esses valores destinados para fins específicos, e fiscalizados pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná. A destinação deve ser baseada num plano de trabalho que é autorizado pela Prefeitura e Tribunal de Contas, onde no momento, temos a seguinte destinação: Compra de medicamentos, material de consumo, pagamento de salários do pessoal do Hospital e Maternidade (não pode ser pessoal que trabalhe no PA e nem empregado que tenha outro vínculo que seja público).
Ontem, dois novos médicos foram contratados para atendimento junto ao Pronto Atendimento.
Em Mafra, a Secretaria de Saúde continua buscando médicos por todo o país, para atendimento da demanda, mas os Postos de Saúde – exceto o da Restinga, contam com profissionais da medicina. Para o secretário, quanto mais as pessoas foram atendidas nos postos, menos fila haverá no PA, que foi criado para atender urgências e emergências, e não casos clínicos
Rio Negro, afirmou a secretária, tem os profissionais em todos os postos.
