Vigilância Epidemiológica de Mafra está preparada para atender pacientes com Hanseníase

Por Assessoria - 11/01/2019

A Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Mafra, visando o melhor atendimento aos cidadãos e pacientes com Hanseníase, possui um serviço de atendimento ao paciente que está reestruturado desde agosto de 2018.

Desde o início da reestruturação, estão sendo chamadas todas as pessoas que já tiveram a doença e também os conviventes para reavaliação – se continua doente, se houve cura ou se há alguém doente na família, segundo o Enfermeiro Marcio Fábio essa medida está sendo tomada visando à prevenção da Hanseníase.

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O QUE É HANSENÍASE?

Segundo o Ministério da Saúde “A hanseníase é uma doença crônica, transmissível, de notificação compulsória e investigação obrigatória em todo território nacional. Possui como agente etiológico o Micobacterium leprae, bacilo que tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos, e atinge principalmente a pele e os nervos periféricos, com capacidade de ocasionar lesões neurais, conferindo à doença um alto poder incapacitante, principal responsável pelo estigma e discriminação às pessoas acometidas pela doença. A infecção por hanseníase pode acometer pessoas de ambos os sexos e de qualquer idade. Entretanto, é necessário um longo período de exposição à bactéria, sendo que apenas uma pequena parcela da população infectada realmente adoece”.

TRANSMISSÃO E SINTOMAS

A transmissão da hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium Leprae, também conhecida como Bacilo de Hansen. É transmitida pelas vias aéreas superiores, no contato direto com o paciente (convivência diária).

Os sintomas mais frequentes da doença classificados pelo Ministério da Saúde são: Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração de sensibilidade térmica (ao calor e frio), tátil (ao tato) e à dor, que podem estar principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas; Áreas com diminuição dos pelos e do suor; Dor e sensação de choque, formigamento, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas; Inchaço de mãos e pés; Diminuição sensibilidade e/ou da força muscular da face, mãos e pés, devido à inflamação de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos; Úlceras de pernas e pés; Caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos; Febre, edemas e dor nas juntas; Entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz; Ressecamento nos olhos.

HANSENÍASE EM MAFRA

A Saúde de Mafra dispõe de um serviço de atendimento ao paciente com hanseníase e as pessoas que convivem diretamente com paciente. Atualmente o município não possui nenhum caso ativo da doença, porém existem aproximadamente cem pessoas que já realizaram tratamento.

Como forma de um melhor acompanhamento o município vem fazendo um serviço de reavaliação de todos os pacientes que já trataram a doença bem como para seus contatos diretos, para fazer esta avaliação o paciente ou familiar pode procurar a Vigilância Epidemiológica ou entrar em contato pelo telefone 3642-5867 e falar com Enfermeiro Márcio Fábio que irá marcar consulta para uma avaliação.

Pessoas que possuam sinais sugestivos de Hanseníase podem fazer uma consulta em sua unidade de saúde onde o profissional médico irá avaliar e caso seja necessário fará o encaminhando para atendimento no serviço de Hanseníase do município.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO

De acordo com o Ministério da Saúde “o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno são as principais formas de prevenir as deficiências e incapacidades físicas causadas pela hanseníase. A prevenção de deficiências (temporárias) e incapacidades (permanentes) não deve ser dissociada do tratamento PQT. As ações de prevenção de incapacidades físicas fazem parte da rotina dos serviços de saúde e recomendadas para todos os pacientes”.

Segundo o enfermeiro Marcio Fábio a Hanseníase “tem tratamento, é gratuito, a medicação é oral e também conforme a parte afetada. O tratamento é medicamentoso, mas é muito importante o acompanhamento do paciente após a cura, bem como de seus familiares e demais pessoas que tenham tido contato direto. A detecção precoce é a melhor forma de prevenção”, disse. Ele também alertou que “muitos pacientes não descobrem ou desconfiam que tem a doença, pois o período de incubação é de dois a sete anos, por isso a importância do acompanhamento”.

Mais informações podem ser obtidas nas ESFs ou na Vigilância Epidemiológica, que fica localizada na Rua Marechal Floriano Peixoto, esquina com a São João Maria. Atende de segunda à sexta-feira, das sete às 16 horas. Telefone: 3642-5867.

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