Mafra e Rio Negro não elegem seus candidatos

Planalto Norte fica sem representação na Alesc e na Câmara Federal. No Paraná Ratinho Jr foi eleito no 1º turno, em Santa Catarina o 2º turno será entre Gelson Merísio (PSD) e o Comandante Moisés (PSL). Rio Negro e Mafra novamente não elegeram seus representantes, devido a quantidade de votos dos candidatos paraquedistas apoiados pelas lideranças políticas locais, tiraram a chance de Riomafra ter representantes na Alesc e no Congresso Nacional

Por Gazeta de Riomafra - 11/10/2018

As eleições gerais 2018 realizadas neste domingo (7) apontaram uma renovação tanto na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e na de Santa Catarina (Alesc), assim como nas bancadas federais dos dois estados. No Senado figurões da política paranaense e catarinense como o senador Roberto Requião, que tentava a reeleição, e os ex-governadores Beto Richa e Raimundo Colombo ficaram de fora da Câmara Alta.

Na Alep a renovação foi de mais de 40% dos 54 deputados. 22 novos deputados assumirão o mandato a partir de do dia 1º de janeiro. A Assembleia Legislativa do Paraná terá um espécie de ‘bancada da bala’ formada por um coronel: Coronel Lee (PSL); quatro delegados: Delegado Francischini (PSL), Delegado Jacovos (PR), Delegado Fernando (PSL) e Delegado Recalcatti (PSD); um subtenente: Subtenente Everton (PSL) e por dois soldados: Soldado Fruet (PROS) e Soldado Adriano José (PV).

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Já na Alesc, 55% das cadeiras foram renovadas, apenas 18 deputados conseguiram a reeleição e 22 foram eleitos. Destes quatro já tiveram experiência no legislativo estadual, um deles o Julio Garcia (PSD) foi deputado por quatro legislaturas.

Em Santa Catarina a maior bancada será do MDB e no Paraná a maior será do PSL.

BANCADA FEDERAL

Para o Congresso Nacional, os dois estados disseram não aos ex-governadores Beto Richa (PSDB) e Raimundo Colombo (PSD), que no início do ano renunciaram ao mandato para concorrer nestas eleições. Os eleitos em SC foram Esperidião Amim (PP) e Jorginho Mello (PR) e Professor Oriovisto (PODE) e Flávio Arns (REDE). Destes, dois voltam para a Câmara Alta, o atual deputado federal pro Santa Catarina Esperidião Amim e o ex-secretário de Assuntos Estratégicos do Paraná Flávio Arns, o primeiro foi senador de 1991 até 1999 e o segundo entre 2003 e 2011.

Na Câmara Federal a renovação no Paraná foi maior que na Alesc, 50%. Dos 30 deputados eleitos 15 não disputavam a reeleição. Em Santa Catarina a renovação foi ainda maior 69%, apenas cinco dos 16 eleitos conseguiram a reeleição, e 11 foram eleitos.

GOVERNO DO ESTADO

Na eleição majoritária em Santa Catarina haverá segundo turno entre os Candidatos Gelson Merísio (PSD) e Comandante Moises (PSL). O candidato do PSL surpreendeu a todos ficando em segundo lugar. Quem ficou de fora foi o candidato do MDB, Mauro Mariani, que liderava as pesquisas de intenção de votos.

No Paraná o candidato Ratinho Jr. (PSD) com 59,9% do votos levou o pleito com folga, seus principais adversários juntos não atingiram nem 30% do votos, Cida Borghetti (PP) – 15,53% e João Arruda (MDB) – 13,19%.

PRESIDENTE DA REPÚBLICA

As tendências apontadas nas pesquisas eleitorais para a eleição presidencial foram confirmadas nos dois estados. Jair Bolsonaro superou mais de 50% dos votos nas urnas, com destaque para Santa Catarina que foi o estado brasileiro que deu a maior votação proporcional para o candidato do PSL.

MAFRA

A esperança de Mafra contar com um representante na Assembleia Legislativa ficou para a próxima eleição em 2022. Mais uma vez o município foi prejudicado pelo ego das lideranças locais e pelo número de candidatos de fora (paraquedistas), apoiados por lideranças políticas locais tiraram muitos votos dos candidatos locais.

Até um termo nas rodas de bate papo vem surgindo para estes supostos líderes: ‘líderes Pinus elliotti’, a famosa árvore de Pinus que não deixa nada crescer ao seu redor.

O candidato mais votado foi o Jefferson Lopes (PSL) com 7.493 votos (3.965 em Mafra) – ficou com a 14ª suplência em seu partido -, depois o dentista Jonas Schultz (PSDB) 4.539 votos (3.920 em Mafra) – 27º suplente -, em terceiro vem a Claudia Bus (PTB) com 4.379 votos (3.243 em Mafra) – 10ª suplente -, seguidos do Casimiro Konkel (PT) com 4.125 votos (1.234 em Mafra) – 13º suplente – e do Abel Bischeski – Bello (SD) com 1.995 votos (1.626 em Mafra) – 22º suplente.

Juntos os cinco candidatos a deputado estadual obtiveram 14.078, ou seja, 12.903 votos foram para candidatos de fora. No total 282 candidatos de fora receberam votos em Mafra.

Júlio Garcia (PSD) que contou com o apoio de algumas lideranças que estão à frente do executivo mafrense foi o quinto candidato a deputado mais votado em Mafra com 1.582 votos em Mafra (57.772 no estado). Os vereadores também esqueceram a necessidade dos mafrenses possuírem um representante em Florianópolis e descaradamente jogaram contra o município apoiando candidatos de outras cidades.

Para a Câmara Federal a história também se repetiu com vários candidatos de fora (183) levando 18.089 votos. A única candidata mafrense a deputada federal, Adriana Dornelles, obteve 8.760 votos em Mafra (18.323 no estado), ficando com a 3ª suplência do seu partido.

Em ambas as eleições não podemos afirmar se o apoio incondicional das nossas lideranças ou até mesmo se o ‘voto caseiro’ elegeria um dos nossos candidatos, mas o que podemos dizer é que as chances seriam maiores caso isso ocorresse. Lembrando que o deputado estadual eleito com o menor número de votos foi o Ivan Naatz (PV) com 14.685 votos. Já para federal, o candidato eleito pelo partido Novo, partido da Adriana Dornelles, foi o advogado Gilson Marques com 27.443 votos.

Olhando essa votação e para os votos dos candidatos de fora podemos afirmar que se os mafrenses fossem bairristas hoje poderíamos ter um representante na Alesc ou até mesmo no Congresso Nacional.

RIO NEGRO

Em Rio Negro a situação não é diferente de Mafra, do outro lado da ponte o termo ‘líder Pinus elliotti’ cabe também. Os candidatos de fora (432) obtiveram 14.188 dos 16.117 votos válidos em Rio Negro.

O único candidato rionegrense Robinson Feres (PSL) obteve 2.481 votos (apenas 935 em Rio Negro). Uma votação bem abaixo do necessário, mas que poderia ser maior caso os ‘lideres rionegreneses’ deixassem de apoiar seus candidatos forasteiros e olhassem um pouco mais para o município.

PLANALTO NORTE CATARINENSE SEM REPRESENTAÇÃO

A região do Planalto Norte catarinense também ficou sem representação na Alesc. São Bento do Sul e Canoinhas, assim como Mafra, não conseguiram eleger os seus candidatos e a região agora ficará refém dos políticos de Joinville e de outras regiões do estado.

De São Bento do Sul o deputado Silvio Dreveck (PP) atual presidente da Assembleia ficou com 1º suplência na sua coligação.

Em Canoinhas Renato Pike (PR) com 23.407 votos, será o 2º suplente da sua coligação, o ex-prefeito de cidade, Leoberto Weinert (MDB) com 20.679 votos será o 9º suplente em sua coligação e Nilson Sousa (PT) com 806 votos não conseguiu atingir o número mínimo de votos para se suplente.

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