O planejamento familiar é um direito garantido pela Constituição

Por GB Edições - 24/07/2015

É direito do cidadão planejar o número de filhos que quer ter, a fim de garantir a estas crianças condições adequadas de Educação e Saúde. É bom frisar que planejamento familiar não é controle de natalidade, no qual o Estado define o número de filhos que cada família deve ter, mesmo porque no Brasil isso não existe.

Cada vez mais, o Estado investe em campanhas educacionais para o planejamento familiar, distribuindo preservativos e anticoncepcionais nos postos administrados pelo SUS – Sistema Único de Saúde, sendo que a laqueadura ainda é uma das opções preferidas pelas mulheres.

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É bom sempre lembrarmos que antes de optar por algum método contraceptivo, é fundamental que a mulher consulte um médico, a fim de que se defina qual será o mais adequado. Entre os mais populares estão a “camisinha” masculina e feminina.

Cada vez mais vencendo os preconceitos, temos ainda a vasectomia que é uma pequena cirurgia feita no homem, com anestesia local, para impedir a circulação dos espermatozoides produzidos nos testículos. O procedimento não interfere na produção de hormônios nem no desempenho sexual.

Um exame deve ser feito após a cirurgia para confirmar a ausência de espermatozoides no sêmen. Pele Lei 9.263/96, este tipo de cirurgia só pode ser realizada em homens com mais de 25 anos ou com pelo menos dois filhos, pois o método pode ser irreversível.

A laqueadura, ou ligadura de trompas, consiste no corte ou grampeamento das trompas de falópio, que ligam os ovários ao útero, para impedir a passagem do óvulo. Só pode ser feita em mulheres com mais de 25 anos ou com pelo menos dois filhos, conforme determina a lei 9.263/96. Não é recomendada para mulheres jovens e para aquelas que ainda desejam ter filhos porque o método pode ser irreversível.

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Outro método anticoncepcional usado é o diafragma; trata-se de uma capa de borracha ou silicone, com uma borda em forma de anel flexível que é posicionada no fundo da vagina, impedindo a passagem de espermatozoides. Deve ser colocada antes do ato sexual e retirada até oito horas depois. Um médico deve indicar o tamanho adequado para cada mulher.

O DIU – Dispositivo Intrauterino – é uma pequena peça de plástico, revestida de cobre, geralmente em forma de T, colocada por um médico dentro do útero da mulher. Dura em média quatro anos. É fundamental o acompanhamento médico e pode apresentar efeitos colaterais.

Um dos métodos mais conhecidos e utilizados pelas mulheres é o o anticoncepcional hormonal, ou seja, as pílulas, que impedem a ovulação. Quando usados corretamente são bastante eficazes. Devem ser prescritos por um médico, já que existem vários tipos, com diferentes combinações de hormônios e dosagens.

As pílulas podem ser de uso oral, vaginal, por meio de adesivo ou injetável, em dose mensal ou trimestral. O método apresenta contraindicações e efeitos colaterais.

Os espermicidas são produtos em forma de creme, gel, espuma ou óvulos que devem ser colocados na vagina de 20 a 30 minutos antes da penetração. Têm a capacidade de matar os espermatozoides, mas têm baixa eficácia e devem ser usados com o preservativo ou diafragma.

E ainda tem a popular tabelinha, que não é um método seguro, pois só funciona em ciclos menstruais regulares (28 a 32 dias). Pela tabelinha, o casal evita relações sexuais desprotegidas no período fértil da mulher, ou seja, cerca de cinco dias antes e cinco dias depois do provável dia da ovulação que geralmente ocorre 14 dias antes da próxima menstruação.

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