5º Regimento de Carros de Combate – 69 anos de história do gigante riomafrense

Por Fábio Reimão de Mello - 03/04/2013

Nascido gaúcho, mas compartilhando da nossa história há quatro décadas, o 5° Regimento de Carros de Combate é, sem dúvida riomafrense, um filho adotado por esta terra, que aos seus 69 anos, completados hoje (03 de abril), tem na imagem de força e solidez de seus blindados, verdadeiros gigantes de aço, um símbolo da integração à nossas cidades.

Criado como 1° Regimento Moto Mecanizado em 1944 e instalado no município de Santo Ângelo-RS, foi há 40 anos que o 2° Esquadrão, foi destacado para ocupar o aquartelamento riomafrense, construído e ocupado pelo 2º Batalhão Ferroviário (1938 a 1964) e utilizado também, entre 1965 e 1971, pelo 3° Batalhão de Comunicações do Exército.

Época em que grandes desafios se colocaram ao 5° RCC, como a difícil tarefa de transferir-se do Rio Grande do Sul para o Paraná, necessitando adaptar-se ao contexto local, assim como recuperar e adequar as instalações com características de um batalhão ferroviário para as necessidades de um regimento de carros de combate e ainda, estabelecer laços com uma população marcada por anos de intenso convívio com Batalhão Mauá.

Foi após o preparo do aquartelamento pelo 2º Esquadrão desde janeiro de 1973 que, em agosto do mesmo ano, ocorreu a transferência do 5º RCC, foi então que, fazendo estremecer o chão riomafrense, impressionando a todos com a imagem poderosa de seus veículos, povoando o ar com o barulho de seus motores e o ranger das suas lagartas e rasgando o solo com seus carros de combate, que tinha fim  a era das  locomotivas e máquinas de engenharia e iniciava a era dos blindados.

A unidade que pela própria essência, tinha inicialmente a incorporação de soldados para o cumprimento do serviço militar, como principal fator de integração com a comunidade local, ao longo do tempo conferiu a esse aspecto, mais do que o simples caráter formador de militares, colocando-se o 5° RCC como uma escola de propagadora de valores, de civismo, de esporte, formadora de caráter, que marca a história e o presente não só de nossas cidades, mas de todos aqueles que por ali passaram ou a ele estiveram de alguma forma ligados.

O estabelecimento de laços entre militares e civis, ocorreu de forma contínua, tanto em momentos comuns e de comemoração do serviço militar, quanto em ocasiões difíceis e tristes, nas quais o 5° RCC empregou esforços diretos para auxílio à comunidade, com atuação marcante e decisiva no auxílio às vítimas das grandes enchentes de 1983 e 1992, transportando alimentos, realizando o resgate de vítimas e prestando assistência médica aos necessitados.

Seja embarcado em M3, M41, M60 ou em Leopards, seja formando soldados, seja auxiliando em enchentes, seja desenvolvendo projetos profissionais, esportivos, culturais, históricos e gerenciais, seja fazendo parte da Força de Paz Brasileira no Haiti, o 5º RCC não restringiu sua atuação aos muros do seu quartel, manteve-se ativo, atuante, solidário e participativo.

Uma ligação intrínseca, cujo maior símbolo pode ser verificado pela escolha e incorporação da denominação histórica alusiva ao herói riomafrense da Força Expedicionária Brasileira, ao próprio nome da Unidade, sendo identificado como “5° Regimento de Carros de Combate – Regimento Tenente Ary Rauen”. Passando também, a imagem da ponte metálica e do rio Negro, a compor o estandarte histórico do Regimento, simbolizando não só o sentimento, como a união prática do 5° RCC com esta terra.

Assim após 69 anos de criação, dos quais 40 vividos em nossa companhia, o 5° RCC, materializa os versos de sua canção que dizem:

“…

Patrono heróico da cavalaria,

De nós ele haverá de se orgulhar,

E o que ele deu à pátria iremos dar,

Tão necessário seja isso algum dia

…”

Com certeza não só o patrono, Manoel Luis Osório, ou aqueles que vestem ou já vestiram a farda camuflada nessa Unidade do Exército Brasileiro, mas toda a comunidade, orgulha-se do nosso Regimento, gigante como seus blindados e riomafrense como nós.

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