Wellington e Carlinhos se enfrentaram em debate em Mafra

A imprensa presente também questionou a sua pouca participação no evento, onde a mesma entende que deveria sim, ser incluída junto com as demais entidades na organização e formulação de perguntas

Por Gazeta de Riomafra - 30/09/2016

Na última terça-feira os candidatos a prefeito de Mafra, Wellington Bielecki (PSD) e Carlinhos da Farmácia (SD), participaram de evento político no auditório da UnC.

O evento foi marcado por inúmeras falhas, onde de fato, não ocorreu um debate, mas sim, uma entrevista entre os dois candidatos pelas entidades que organizaram e participaram do debate, pois segundo informações, um dos candidatos pediu para o que bloco de perguntas entre os candidatos não acontecesse, o que foi atendido, porém, sem anuência e conhecimento de muitos participantes o que originou fortes questionamentos por parte da imprensa presente, onde até o momento não foi esclarecido. Também o local foi modificado, do ginásio para o auditório da universidade, onde acabou gerando contratempo e certo desconforto ao público que teve o seu número reduzido, e o evento demorou a iniciar.

A imprensa presente também questionou a sua pouca participação no evento, onde a mesma entende que deveria sim, ser incluída junto com as demais entidades na organização e formulação de perguntas em eventos desta natureza e que se ela estivesse presente não ocorreriam fatos como este, pois a mesma iria instantaneamente divulgar com clareza ao público o que realmente ocorreu.

Naquele momento os jornais participantes pediram para as entidades organizadoras se manifestarem e esclarecerem os acontecimentos, sendo que até o momento, até o fechamento desta matéria, nada foi nos informado ainda. Ficaremos aguardando, inclusive para entender o porquê de fato, a não participação de uma das emissoras de rádio que foi convidada.

O DEBATE (ENTREVISTA)

Com a supressão do bloco de perguntas entre candidatos, o debate ficou formatado em três blocos.

No primeiro bloco: os candidatos apresentaram suas propostas, com duração de 15 minutos para cada um. No segundo bloco; os candidatos responderam perguntas das entidades organizadoras do debate. No terceiro bloco, os candidatos fizeram as suas considerações finais.

O debate foi marcado pelos ataques, principalmente do candidato Carlinhos, que a todo o momento, levantava questionamentos e da conduta do oponente, como: patrimônio pessoal, valores recebidos do Badesc enquanto presidente e da antiga SDR, enquanto secretário na época em muitas vezes em tom bem humorado, onde o público acabava em gargalhadas.

Pelo sorteio Wellington iniciou sua apresentação, lembrou que Mafra há décadas já vem passando momentos de dificuldades e instabilidade política, vem transformando o município “num verdadeiro ringue político aonde os políticos ficam se digladiando o tempo todo e a população fica apreciando”.

Falou que perdeu as eleições para prefeito há quatro anos e ficou triste, porém seguiu em frente e logo foi convidado pelo governador para ser presidente do Badesc, onde pode desenvolver um bom trabalho, inclusive carreando importantes recursos para o desenvolvimento de Mafra, e conheceu muito da área, principalmente no setor de desenvolvimento dos municípios.

Também pode verificar “in loco” que não vinha recursos para Mafra, devido à falta de projetos, requerimentos, pedidos, isto o motivou a re-planejar o seu futuro político, vendo que não era impossível um administrador conseguir recursos para sua cidade, bastava apenas ter vontade, conhecimento e uma boa equipe administrativa.

Lembra também que o Badesc lhe abriu fronteiras, horizontes e um bom aprendizado, oportunizando-o em conhecer quase todos os municípios catarinenses e grandes empresários e investidores.

Também frisou sua passagem pela antiga SDR (ADR) onde lá enquanto secretário regional começou as negociações da Kromberg & Schubert e também do Frigorífico Master. E disse que as empresas estavam interessadas em se instalar em Mafra e quando ocupou o cargo no Badesc, conseguiu sacramentar a vinda das mesmas para Mafra.

Justificou também o porque quis ser prefeito de Mafra, após o impeachment do ex-prefeito Eto Scholze, dizendo que foi a convite dos vereadores através de um telefonema do então vereador Vicente Saliba, dizendo que seu nome seria de consenso entre os vereadores, sendo que só aceitaria o cargo se realmente fosse consenso.

Falou que sua proximidade com o governador, secretários do estado, sua experiência no Badesc e SDR o credenciou para hoje ser o prefeito de Mafra, devido à necessidade financeira e falta de credibilidade que o município se encontrava.

Falou de sua atuação como prefeito, elencando as diversas conquistas do município e comparando como estava o município antes e agora em sua gestão.

Já Carlinhos, não poupou ataques ao atual prefeito e se preocupou extremamente em defender o seu filho, o ex-prefeito Eto Scholze, acusando o atual prefeito ser o culpado pelos políticos estarem se “digladiando”, pois a cassação de Eto, bem como o afastamento do ex-prefeito Jango Herbst, foram atitudes do atual prefeito nunca aceitou a derrota.

Negou que o município estava endividado, e que o seu filho deixou em caixa mais de R$ 1,6 milhões e que não viu nenhuma obra do atual prefeito, onde as obras do PAC são méritos do ex-prefeito Jango.

Acusou também os vereadores de terem feito “conchavos”, onde eles não aprovaram os parcelamentos visando prejudicar o seu filho e não continuar com as obras. Disse também se elegeu e se reelegeu, passando pela aprovação popular.

Disse que Kromberg & Schubert foi uma conquista de Eto Scholze, onde o diretor da empresa esteve na gestão passada na Prefeitura, onde naquela época foram feitas as tratativas para a vinda da empresa.

Em resposta, o candidato Wellington disse que os eleitores não merecem ouvir isto, ataques e ofensas sendo que o momento é outro e tudo isto irá ficar para trás e que o eleitor não permite mais este jeito de fazer política, demonstrando que isto é desespero do seu opositor que já está sentindo o resultado das urnas.

No segundo bloco os candidatos responderam diversas perguntas das entidades de classe, onde a tônica permaneceu igual, Carlinhos, se esquivando das perguntas, atacando o seu oponente, defendendo o seu filho, ex-prefeito Eto, e relembrando o tempo que ele era prefeito.

No terceiro bloco os candidatos fizeram suas considerações finais e pediram o voto aos presentes.

A Gazeta não se aprofundará nos diversos temas, pois está publicando o vídeo integral do debate no seu canal do YouTube, Facebook, site Click Riomafra e também no canal do YouTube da Ordem dos Advogados/Mafra.

Confira as fotos do evento (clique para ampliar):

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2 COMENTÁRIOS

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  1. O pior é que isso ta lembrando demais a eleição para presidente. Um o filho deixou dinheiro em caixa para outro esta tudo as mil maravilhas, tem coisa errada aí. Se segura que vem crise!!!
    Reparcelamento com IPMM, fornecedor atrasado, maquinário destruído, folha salarial estourada, estrutura administrativa inchada quase insustentavel, endividamento com empréstimos, problemas na justiça… Porque ninguem fala nisso?
    SOCORRO!!!!

  2. Tudo farinha do mesmo saco, com o agravante que um deles pode fazer um aprofundamento técnico em enriquecimento em Florianópolis, onde como começam a ser divulgados na imprensa estadual, ligações do governador Colombo (Destruidor do magisterio estadual) com empresa condenada na Lava-Jato. Fazendas, motos, terrenos (tudo isso com salario de 16 mil) a ta! O negócio e beber para não ver!

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